Esta calculadora da APACHE II tem finalidade educacional e de apoio à prática clínica, não substituindo a avaliação do profissional.

Calculadora APACHE II

Escore de gravidade para pacientes críticos em UTI

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O APACHE II (Acute Physiology and Chronic Health Evaluation II) é um sistema de escore utilizado em unidades de terapia intensiva (UTI) para avaliar a gravidade clínica de pacientes críticos e estimar o risco de mortalidade hospitalar.

Ele foi desenvolvido na década de 1980 como uma forma padronizada de comparar a gravidade da doença entre pacientes internados em terapia intensiva. Desde então, tornou-se uma das ferramentas mais utilizadas em pesquisas clínicas, auditorias de qualidade e avaliação prognóstica em pacientes críticos.

O escore é calculado a partir da análise de dados clínicos, laboratoriais e demográficos coletados nas primeiras 24 horas de internação na UTI. Cada variável recebe uma pontuação de acordo com o grau de alteração fisiológica, e a soma desses pontos resulta no escore final.

Quais parâmetros são avaliados?

O APACHE II considera três grupos principais de variáveis:

Variáveis fisiológicas agudas

São parâmetros clínicos e laboratoriais que refletem o estado fisiológico do paciente, incluindo:

  • Temperatura corporal
  • Pressão arterial média (PAM)
  • Frequência cardíaca
  • Frequência respiratória
  • Oxigenação (PaO₂ ou relação A-a)
  • pH arterial
  • Sódio sérico
  • Potássio sérico
  • Creatinina
  • Hematócrito
  • Leucócitos
  • Escala de Coma de Glasgow (ECG)

Essas variáveis refletem o grau de disfunção fisiológica aguda.

Idade do paciente

O escore também incorpora a idade como fator prognóstico, já que pacientes mais idosos apresentam, em média, maior risco de mortalidade em situações críticas.

A pontuação aumenta progressivamente a partir dos 45 anos.

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Condições crônicas pré-existentes

O sistema também considera a presença de doenças crônicas graves, como insuficiência cardíaca avançada, doença hepática grave, imunossupressão ou insuficiência respiratória crônica.

Essas condições aumentam o risco basal do paciente e influenciam o escore final.

Como interpretar o resultado?

O resultado final do APACHE II é obtido pela soma de todos os pontos atribuídos às variáveis analisadas.

De forma geral:

É importante destacar que o APACHE II não deve ser utilizado isoladamente para decisões clínicas individuais, mas sim como uma ferramenta de avaliação prognóstica e estratificação de risco.

Para que o APACHE II é utilizado na prática?

Na prática clínica e na pesquisa, o escore é utilizado para:

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