(COFEN) CCJ aprova as 36 horas da enfermagem

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) aprovou a PEC 19/2024, que vincula o piso salarial da Enfermagem a uma jornada máxima de 36 horas semanais. O texto, após acordo com a categoria, também garante que o reajuste anual do piso não seja inferior à inflação. A proposta agora segue para votação no Plenário do Senado. O objetivo é unificar a carga horária em todo o país, protegendo profissionais que ainda enfrentam jornadas de até 44 horas semanais. Para quem passou pela pandemia e segue sustentando o SUS e a rede privada todos os dias, essa notícia soa como uma reparação necessária. Vincular o piso a uma jornada de 36 horas é admitir, finalmente, que o trabalho da Enfermagem é árduo e desgastante. Não se trata apenas de um cálculo financeiro, mas de saúde mental e dignidade. É o reconhecimento de que, para cuidar do outro com segurança, o profissional precisa ter o direito de também cuidar de si. Sabemos que o caminho legislativo tem suas negociações, como o ajuste de 30 para 36 horas para garantir a viabilidade da aprovação. Mas ver o avanço de um reajuste anual atrelado à inflação traz uma previsibilidade que a categoria nunca teve. É um passo largo para que o “heroísmo” de outrora se transforme em direito garantido e tempo de vida fora do hospital. No final das contas, o que se vota no Senado é o direito de respirar de quem dedica a vida a ajudar os outros a fazerem o mesmo. Vamos conversar? Como uma jornada de 36 horas mudaria o seu dia a dia hoje? Você sente que esse equilíbrio entre piso e carga horária é o que faltava para a profissão ter mais fôlego?
Por que profissional da saúde não pode ser MEI?

Se você está pensando em abrir sua clínica, atender em domicílio ou prestar serviços como autônomo, com certeza já passou pela sua cabeça: “Será que posso ser MEI?”. Afinal, o imposto é baixo, a burocracia é mínima e parece a solução perfeita para quem está começando. Mas, para a grande maioria de nós médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, nutricionistas, TO’s, dentistas, entre outros; a resposta curta e amarga (como um café sem açúcar) é: Não, profissionais da saúde não podem ser MEI. Mas por que? Vamos entender o porquê disso e quais são as nossas saídas. O que é o MEI? O MEI foi criado em 2008 para tirar da informalidade milhões de brasileiros que trabalhavam por conta própria, mas não tinham acesso a direitos básicos como aposentadoria ou auxílio-doença. Ele foi criado em 2008 para tirar da informalidade milhões de brasileiros que trabalhavam por conta própria, mas não tinham acesso a direitos básicos como aposentadoria ou auxílio-doença. Pense como uma “versão simplificada” de uma empresa. É um modelo jurídico desenhado para quem trabalha sozinho e tem um faturamento mais modesto. Para ser MEI, o profissional precisa se encaixar em algumas regras bem rígidas: Por que o MEI é tão atrativo? O sucesso do MEI vem da sua simplicidade tributária, chamada de SIMEI. Com ela, você paga um valor fixo por mês no boleto do DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional), onde já está incluído a contribuição do INSS, ICMS (Se for comércio/indústria) ou ISS (Se for prestação de serviços). Mas é tudo perfeito? Apesar de parecer o “paraíso fiscal” dos pequenos negócios, o MEI tem “grades” que limitam o crescimento: Chegamos no ponto: Entendeu até agora? Então, o MEI foi criado para formalizar trabalhadores que não tinham uma regulamentação específica ou que exerciam atividades consideradas “não intelectuais” ou puramente comerciais (como cabeleireiros, mecânicos ou doceiros). Nós entramos em outra categoria: as Profissões Regulamentadas. “Mas eu vi um colega que é MEI…” Cuidado aqui. Alguns profissionais tentam se cadastrar usando atividades correlatas que são permitidas (como “cuidador de idosos” ou “instrutor de cursos”), mas isso pode ser um risco enorme: Se não posso ser MEI, o que eu posso ser? Não desanime. Existem caminhos para pagar menos impostos do que como Pessoa Física (onde o Leão pode levar até 27,5% do seu faturamento). As opções mais comuns são: Qual seria mais vantajoso: MEI ou SIMPLES? Vamos usar o exemplo de um Fisioterapeuta ou Enfermeiro autônomo que atende seus próprios pacientes e consegue fechar o mês com R$ 7.000,00 de faturamento bruto. Cenário MEI (Proibido para Profissões Regulamentadas) Apenas para fins de comparação, se esse profissional ‘pudesse’ ser MEI (lembrando que não pode, conforme vimos antes): Cenário Simples Nacional (Microempresa – ME) Este é o caminho legal e seguro. Aqui, o valor depende de como você organiza seu Pró-labore (o Fator R). Sem o Fator R (Anexo V – 15,5%) Se você não tiver gastos com folha de pagamento ou Pró-labore que somem 28% do faturamento: Com o Fator R (Anexo III – 6%) Aqui você define um Pró-labore de pelo menos R$ 1.960,00 (28% de R$ 7.000). Veja no resumo: Modelo Situação Legal Imposto Estimado Sobra Aproximada MEI ❌ Proibido R$ 76,60 R$ 6.923,40 Simples (sem fator R) ✅ Legal R$ 1.085,00 R$ 5.915,00 Simples ( com fator R) ✅ Legal R$ 635,60 R$ 6.364,40 Baseado em um profissional de saúde autônomo que ganha R$ 7.000,00 mensair brutos. A gente sabe que dói no bolso ver a diferença de impostos entre um MEI e uma Microempresa. Mas estar regularizado é o que garante que você possa emitir notas para convênios, participar de editais públicos e, principalmente, ter a segurança jurídica de que seu exercício profissional está protegido. Nossa profissão é de alto valor agregado e alta responsabilidade. O “custo” de ter uma empresa regularizada é, no fundo, um investimento na sua credibilidade e longevidade na carreira. Quer entender como funciona o SIMPLES mais a fundo? Deixe nos comentários. Siga nosso site. Você já se sentiu frustrado por não poder ser MEI ou já conseguiu se organizar bem como Microempresa? A burocracia faz parte da gestão, mas não precisa ser um bicho de sete cabeças. Vamos trocar dicas sobre contabilidade para profissionais da saúde lá nos comentários? Veja mais…
Qual o caminho para o piso salarial ser aprovado?
A gente ouve falar de “piso salarial aprovado” no rádio, “liminar suspensa” na TV e “votação adiada” nos grupos de WhatsApp. Parece que o caminho para o reconhecimento financeiro é um jogo de tabuleiro onde a gente sempre volta duas casas, não é? Para a gente não se perder nas notícias, trouxemos o caminho oficial que um projeto de piso salarial precisa percorrer em Brasília até chegar ao nosso contracheque. Aprenda conosco. Passo 1. O Ponto de Partida: A Câmara dos Deputados Tudo começa com um PL (Projeto de Lei). Ele nasce na Câmara, proposto por um deputado. Passo 2. O Filtro da Revisão: O Senado Federal O Senado funciona como uma câmara revisora. Os 81 senadores analisam o texto. Passo 3. A Caneta Final: A Presidência da República Aqui, o Presidente tem 15 dias úteis para duas decisões: De onde vem o dinheiro? É aqui que o café esfria e a conversa fica séria. Atualmente, não basta apenas aprovar a lei do piso. O STF (Supremo Tribunal Federal) e a Constituição exigem que se aponte a fonte de custeio. É por isso que, mesmo com a lei sancionada, muitas vezes a aplicação fica “travada” por decisões judiciais até que o orçamento esteja garantido. Aprovar a lei é o primeiro passo; garantir o recurso é a maratona. Entendendo a partir do piso da enfermagem Se a gente quer entender como o piso salarial de outras categorias vai caminhar, precisamos olhar para quem já abriu essa trilha: a Enfermagem. O piso deles já foi aprovado, mas a “novela” para ele chegar ao contracheque ensinou lições valiosas sobre o labirinto de Brasília. O caso da enfermagem foi histórico porque não bastou uma lei comum; eles precisaram “blindar” a decisão para que ela não fosse derrubada por ser considerada inconstitucional. O que aprendemos com isso? Hoje, com o piso da enfermagem já em vigor, a gente olha para trás e vê que aprovar a lei é só metade da batalha. Veja os desafios que ainda servem de alerta para outras áreas: Por que isso serve de referência para você? O caminho da enfermagem mostra que não basta o deputado prometer o voto. É preciso: O caminho é burocrático, lento e, muitas vezes, frustrante. Mas entender esse processo nos dá armas para cobrar as pessoas certas. Não adianta apenas cobrar o hospital; é preciso cobrar o deputado pela fonte de custeio e o governo pela transferência de fundos. Lutar pelo piso é lutar pela dignidade de quem não parou nem um segundo quando o mundo parou. Você sente que a sua categoria está mais perto ou mais longe do piso hoje? Qual etapa do processo você acha que é a mais injusta?
Dana Evans: A enfermagem real na série The Pitt

Se você é enfermeiro(a) e ainda não começou a ver The Pitt, precisa conhecer a Enfermeira-Chefe Dana Evans. Interpretada com uma força absurda, Dana não é aquela enfermeira “romantizada” de comercial de TV. Ela é a vida como ela é: 30 anos de pronto-socorro, um humor ácido, uma postura de quem já viu de tudo e uma competência que faz até o médico mais experiente baixar o tom para ouvir o que ela tem a dizer. Mas por que a Dana representa tão bem a classe da enfermagem? Dana é a Charge Nurse (Enfermeira Responsável) do PS. Ela é quem garante que a engrenagem gire enquanto o mundo desaba lá fora. Seja organizando um atendimento em massa após um tiroteio ou lidando com pacientes agressivos sem perder a postura, ela mostra que a Enfermagem é o eixo de sustentação de qualquer hospital. Sem a gestão dela, o hospital para. Nascida no próprio hospital onde trabalha, Dana subiu degrau por degrau. Ela já foi chutada, cuspida e agredida, mas permanece lá. A série deixa claro: ela sabe mais do que muitos médicos e não tem medo de dizer isso. Essa autoridade técnica construída na prática é algo que todo enfermeiro com anos de estrada carrega com orgulho. O que torna Dana tão real é o seu cansaço. Em 2026, após sofrer uma agressão física de um paciente no plantão, ela cogita a aposentadoria. Ela tira as fotos da família da mesa, exausta do “moedor de carne” que é o sistema. Mas, como ela mesma diz: “Sou como um cavalo velho de trilha, sempre encontro o caminho de volta para casa”. Essa ambivalência entre o querer parar e o amor visceral pela profissão é a realidade de milhares de nós. O parceiro real: Ned Brower Se a Enfermeira Dana Evans é a alma do PS, o enfermeiro Jesse Van Horn com seu visual punk-rock, tatuagens e piercing no nariz, é a prova viva de que a ficção pode ser fiel à nossa realidade. Isso porque o ator que o interpreta é enfermeiro de verdade. Ned Brower não apenas atua; ele presta consultoria técnica no set. Se um acesso venoso parece real ou se o manejo do monitor está impecável, é o dedo dele ali. E o mais inspirador? Ned Brower ainda trabalha como enfermeiro. Ele mantém seus plantões per diem (por escala livre) entre as gravações. Quando a primeira temporada acabou, ele voltou direto para o PS. Imagine estar num atendimento real e perceber que o enfermeiro que está puncionando sua veia é o astro da série da HBO? Isso já aconteceu com atores famosos que deram entrada no hospital onde ele trabalha! O que Dana nos ensina? Dana Evans nos lembra que a Enfermagem não é sobre “anjos”, mas sobre profissionais altamente qualificados, resilientes e, acima de tudo, humanos. Ela mostra que ter um “hula hoop” (seu círculo de segurança) e trocar o cigarro por chiclete de nicotina são pequenas vitórias de quem tenta sobreviver à pressão sem perder a alma. Ver a Dana na tela é como encontrar uma colega de confiança na troca de plantão. Ela nos lembra que, mesmo quando o sistema falha e o Westbridge fecha mandando todos os pacientes para o “nosso” PS, a gente respira fundo, organiza a equipe e entrega o melhor. Se você está se sentindo exausto hoje, lembre-se da Dana: você é a estrutura que segura esse prédio em pé. Você assiste a série? O que acha da nossa enfermeira? Participe da nossa comunidade nos comentários.
Emergência 53: O SAMU ganha as telas em série

Se você é daqueles que ainda sente saudades da série Sob Pressão, prepare o coração: vem aí Emergência 53. A nova série que fala do SAMU, original na Globoplay já nasceu fazendo história, sendo a única representante brasileira no prestigioso festival de Berlim, na Alemanha, agora em 2026. Desta vez, o cenário sai de dentro das paredes do hospital e ganha as ruas do Rio de Janeiro. A trama mergulha no cotidiano frenético do SAMU, acompanhando uma unidade de resgate de elite que vive no limite entre a vida, a morte e o trânsito caótico. O SAMU real? O que mais chama a atenção em Emergência 53 é que ela não tenta criar heróis perfeitos. Criada pela mesma equipe de peso de Sob Pressão a série foca em personagens reais: A série promete ser um drama médico de alta intensidade, mas com um tom de reconhecimento a uma instituição que é um dos pilares do SUS. Para nós, que trabalhamos na saúde, ver o SAMU sendo retratado com esse nível de cuidado e realismo é um afago. É ver o cansaço, a adrenalina e aquela satisfação indescritível de conseguir estabilizar um paciente no meio da rua sendo compartilhada com o grande público. Por que ficar de olho? A gente sabe que a realidade do SAMU é muito mais dura do que qualquer série pode mostrar, mas ter esse espelho na TV ajuda a sociedade a entender por que a gente luta tanto por cada segundo. O que você acha? Comente e participe de nossa comunidade. A gente adora uma boa história de hospital (ou de ambulância!). Você tem alguma história para compartilhar conosco?
Você sabia? Ebserh agora se chama HU Brasil. Entenda.

Se você atua em um hospital universitário federal ou acompanha a gestão da saúde, sabe que o nome Ebserh sempre foi um trava-língua para muita gente, principalmente pacientes. Pois nesta semana, foi anunciado o reposicionamento oficial da estatal: a partir de agora toda a rede passa a se chamar HU Brasil. Mais do que uma troca de letras, a mudança tenta traduzir algo que a gente já sente no dia a dia: a força dos nossos Hospitais Universitários como patrimônio nacional. O que muda com a “HU Brasil”? A ideia central do Ministério da Educação e da presidência da estatal é simplificar a comunicação e reforçar a identidade de rede. HU Brasil: um momento de renovação Mudar o nome é um passo simbólico, mas a gente sabe que o desafio continua o mesmo: garantir recursos, valorizar os profissionais e oferecer o melhor atendimento para o paciente do SUS. Que a “HU Brasil” traga consigo não apenas um logo novo, mas um fôlego renovado para a gestão e para quem está na ponta. Afinal, a marca muda, mas a missão de cuidar, ensinar e descobrir permanece inabalável. E aí, o que você achou do novo nome? Ficou mais fácil de falar ou você ainda vai levar um tempo para desapegar da “Ebserh”? ☕Comente abaixo:
Calculadora: Taxa de infusão

Calculadora de Taxa de Infusão Calcule gotas/min e microgotas/min automaticamente. Volume total (mL) Tempo de infusão Calcular Limpar Gotas/min: Microgotas/min: Tempo total: O que é? A taxa de infusão é um cálculo simples para verificar quantas gotas seria necessária para administrar determinado mL em um determinado tempo. Mas, na prática, pode gerar erros, principalmente em ambientes corridos como enfermarias, pronto atendimento e UTI. É justamente para evitar esse tipo de situação que criamos a Calculadora de Taxa de Infusão aqui no Café na Copa. Assim você poderá fazer o cálculo da quantidade de gotas de forma mais fácil. A taxa de infusão determina a velocidade com que um volume de solução deve ser administrado ao paciente ao longo do tempo. Ela pode ser expressa de três formas principais: Esse cálculo é essencial para garantir: ✔ Segurança do paciente✔ Efetividade da terapia✔ Controle hídrico adequado✔ Evitar sobrecarga ou subinfusão Como funciona o cálculo? A lógica é simples: A partir disso, a calculadora transforma automaticamente em: Na prática: Como usar a calculadora? Usar é bem simples (feito pra plantão mesmo): Pronto. Você recebe automaticamente: Se quiser reiniciar, é só clicar em Limpar. Atenção a esses pontos: Mesmo com a calculadora, alguns cuidados são fundamentais: 🔴 Confirme o tipo de equipo (macro vs micro). Nem todo equipo entrega o mesmo volume por gota. Equipo macrogotas. 20 gotas = 1mL Equipo microgotas. 60 microgotas = 1mL Se você calcular em macrogotas e usar microgotas, a infusão pode correr 3x mais lenta (ou o contrário, muito mais rápida). Como dica, sempre olhe o rótulo do equipo e em dúvida faça o teste prático de quantas gotas fazem 1 mL. 🔴 Ajuste conforme prescrição médica, pois a calculadora te dá um valor matemático, mas quem manda é a prescrição clínica. Devido a isso, algumas situações exigem atenção especial, como: Na dúvida, confirme com o médico antes de instalar. 🔴 Em pacientes críticos, prefira bomba de infusão, já que o gotejamento varia a pequenas mudanças de posição do frasco, de pressão, ou movimentação do paciente. 🔴 Reavalie frequentemente (principalmente em pediatria e UTI). ✔ Confira o gotejamento periodicamente✔ Reavalie o acesso venoso✔ Observe sinais clínicos✔ Garanta que o tempo programado está sendo seguido A calculadora não substitui o raciocínio clínico, mas serve como uma ferramenta auxiliar à sua decisão. + FERRAMENTAS CLÍNICAS
Calculadora: APACHE II

Esta calculadora da APACHE II tem finalidade educacional e de apoio à prática clínica, não substituindo a avaliação do profissional. Calculadora APACHE II Escore de gravidade para pacientes críticos em UTI Temperatura (°C) PAM (mmHg) Freq. Cardíaca Freq. Respiratória PaO2 pH Arterial Sódio Potássio Creatinina Hematócrito Leucócitos Glasgow Idade Calcular Escore — Preencha os dados O APACHE II (Acute Physiology and Chronic Health Evaluation II) é um sistema de escore utilizado em unidades de terapia intensiva (UTI) para avaliar a gravidade clínica de pacientes críticos e estimar o risco de mortalidade hospitalar. Ele foi desenvolvido na década de 1980 como uma forma padronizada de comparar a gravidade da doença entre pacientes internados em terapia intensiva. Desde então, tornou-se uma das ferramentas mais utilizadas em pesquisas clínicas, auditorias de qualidade e avaliação prognóstica em pacientes críticos. O escore é calculado a partir da análise de dados clínicos, laboratoriais e demográficos coletados nas primeiras 24 horas de internação na UTI. Cada variável recebe uma pontuação de acordo com o grau de alteração fisiológica, e a soma desses pontos resulta no escore final. Quais parâmetros são avaliados? O APACHE II considera três grupos principais de variáveis: Variáveis fisiológicas agudas São parâmetros clínicos e laboratoriais que refletem o estado fisiológico do paciente, incluindo: Essas variáveis refletem o grau de disfunção fisiológica aguda. Idade do paciente O escore também incorpora a idade como fator prognóstico, já que pacientes mais idosos apresentam, em média, maior risco de mortalidade em situações críticas. A pontuação aumenta progressivamente a partir dos 45 anos. Condições crônicas pré-existentes O sistema também considera a presença de doenças crônicas graves, como insuficiência cardíaca avançada, doença hepática grave, imunossupressão ou insuficiência respiratória crônica. Essas condições aumentam o risco basal do paciente e influenciam o escore final. Como interpretar o resultado? O resultado final do APACHE II é obtido pela soma de todos os pontos atribuídos às variáveis analisadas. De forma geral: É importante destacar que o APACHE II não deve ser utilizado isoladamente para decisões clínicas individuais, mas sim como uma ferramenta de avaliação prognóstica e estratificação de risco. Para que o APACHE II é utilizado na prática? Na prática clínica e na pesquisa, o escore é utilizado para:
Calculadora: Escala de Coma de Glasgow

Escala de Coma de Glasgow Selecione a melhor resposta do paciente 👁️ Abertura Ocular Espontânea (4) Ao comando verbal (3) À dor (2) Nenhuma (1) Não testável 🗣️ Resposta Verbal Orientado (5) Confuso (4) Palavras inapropriadas (3) Sons incompreensíveis (2) Nenhuma (1) Não testável 💪 Resposta Motora Obedece comandos (6) Localiza dor (5) Retirada à dor (4) Flexão anormal (3) Extensão (2) Nenhuma (1) Não testável — Selecione as respostas acima Escala de Coma de Glasgow (ECG): o que é e como interpretar A Escala de Coma de Glasgow (ECG) é um dos instrumentos mais utilizados no mundo para avaliar o nível de consciência de pacientes com lesão cerebral ou alteração neurológica aguda. A escala foi criada em 1974, na University of Glasgow, pelos neurocirurgiões Graham Teasdale e Bryan Jennett.Desde então, tornou-se uma ferramenta fundamental em emergências, unidades de terapia intensiva, trauma e neurologia, sendo utilizada atualmente em mais de 75 países. O objetivo da escala é fornecer uma forma padronizada, objetiva e reprodutível de avaliar a responsividade do paciente, permitindo comunicação clara entre profissionais e acompanhamento da evolução clínica. Como funciona a Escala de Glasgow A ECG avalia três componentes principais da resposta neurológica: Cada componente recebe uma pontuação específica, e a soma gera um escore total entre 3 e 15 pontos Componente Pontuação Abertura ocular 1 a 4 Resposta verbal 1 a 5 Resposta motora 1 a 6 Pontuação total possível:GCS = 3 a 15 A avaliação deve ser registrada preferencialmente no formato clínico completo, por exemplo: GCS 10 (E3 V4 M3) Pontuação detalhada da escala Abertura ocular (E) Pontuação Resposta 4 Olhos abertos espontaneamente 3 Abre os olhos ao comando verbal 2 Abre os olhos à dor 1 Nenhuma abertura ocular Resposta verbal (V) Pontuação Resposta 5 Orientado 4 Confuso 3 Palavras inapropriadas 2 Sons incompreensíveis 1 Nenhuma resposta verbal Resposta motora (M) Pontuação Resposta 6 Obedece comandos 5 Localiza a dor 4 Retirada à dor 3 Flexão anormal (decorticação) 2 Extensão anormal (descerebração) 1 Nenhuma resposta motora Classificação da gravidade da lesão cerebral A pontuação total da escala permite uma classificação inicial da gravidade da lesão cerebral: Pontuação GCS Gravidade 13 – 15 Lesão cerebral leve 9 – 12 Lesão cerebral moderada 3 – 8 Lesão cerebral grave Pacientes com GCS ≤ 8 geralmente apresentam risco de perda da via aérea e podem necessitar de intubação e manejo intensivo. Como usar a ECG na minha rotina? A Escala de Glasgow é amplamente utilizada para orientar decisões clínicas importantes, como: Avaliações seriadas da ECG são essenciais para detectar deterioração neurológica precoce. Como registrar a ECG no prontuário? Sempre que possível, deve-se registrar: Exemplo: GCS 12 (E3 V4 M5) Isso permite identificar qual função neurológica está alterada, algo que a pontuação total isolada pode ocultar. Componentes não testáveis (NT) Em algumas situações clínicas, um componente da escala não pode ser avaliado, por exemplo: Nesses casos, o componente deve ser registrado como NT (não testável). Exemplo: GCS não calculado (E3 VNT M6) Quando um componente é NT, recomenda-se não utilizar a pontuação total, pois isso pode gerar interpretação equivocada. Aplicação em crianças A ECG pode ser utilizada sem modificações em crianças acima de 5 anos. Em lactentes e crianças menores, adaptações são necessárias porque: Por isso existem versões pediátricas da escala, adaptadas para diferentes fases do desenvolvimento. Limitações da Escala de Glasgow Apesar de sua ampla utilização, a ECG apresenta algumas limitações importantes: Por esse motivo, recomenda-se interpretar os componentes individualmente, e não apenas a pontuação total.
(COFEN) Conselho desarticula projeto para restrição de procedimentos estéticos

Após uma intensa mobilização do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), o Projeto de Lei que pretendia restringir procedimentos estéticos exclusivamente a médicos foi retirado de pauta na Câmara dos Deputados. Com isso, a atuação dos enfermeiros estetas permanece garantida sob as regulamentações atuais do Cofen, que definem os critérios de especialização e prática segura. A decisão permite que o debate continue sendo feito com base em evidências técnicas e na autonomia das profissões. Para o enfermeiro ou enfermeira que escolheu a estética, notícias de restrição de mercado geram uma angústia profunda. É o medo de ver o investimento em pós-graduação e a prática diária serem invalidados por uma canetada. A retirada do projeto de pauta é um alívio, mas também um lembrete: a nossa maior defesa não é apenas a lei, mas a excelência técnica e a segurança que é entregue ao paciente. Saúde estética é uma área onde várias profissões podem e devem conviver, desde que o foco seja o bem-estar de quem está na maca. Quando a discussão sai da “queda de braço” e volta para a formação e para a segurança, todos ganham. O enfermeiro esteta conquista seu espaço não “contra” ninguém, mas pelo valor que entrega em cada procedimento, com ética e respaldo. É hora de respirar fundo e continuar mostrando a força da categoria através de um cuidado rigoroso e humano. Você atua na área da estética ou conhece colegas que vivem essa realidade? Como você percebe essa convivência entre diferentes profissões no dia a dia do cuidado estético?
