A partir de agora, a lista de medicamentos que a enfermagem podem prescrever foi ampliada e inclui antibióticos conhecidos, como a amoxicilina, azitromicina e eritromicina. A mudança veio após a Anvisa e o Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) atualizarem seus sistemas, autorizando essa indicação.

Como era de se esperar, o tema levantou poeira. O Conselho Federal de Medicina (CFM) já se manifestou contra, preocupado com as competências técnicas e a legislação. Mas, antes de a gente entrar nessa “guerra de conselhos”, vamos sentar aqui na copa e conversar sobre o que isso significa no dia a dia.

Cofen e CFM

A ideia do Cofen é clara: ampliar o acesso. Quem trabalha na Atenção Primária, em programas de saúde da família ou em regiões remotas, sabe como a agilidade faz diferença. Muitas vezes, o enfermeiro já acompanha aquele paciente de perto, conhece o histórico e segue protocolos rigorosos.

Por outro lado, o CFM foca na exclusividade do diagnóstico médico e na formação específica para o manejo de certas drogas.

Mas, cá entre nós: no leito do hospital ou na salinha do posto, o paciente não quer saber de disputa de títulos. Ele quer alívio, quer cura e quer ser visto. Na vida real, a gente já trabalha de forma mútua. O médico confia no olhar clínico do enfermeiro que está ali 24 horas, e o enfermeiro conta com o diagnóstico preciso do médico para guiar o plano de cuidado.

Espaço para todos, foco no paciente

A verdade é que a saúde é um território imenso e tem espaço para todo mundo.

Quando a gente gasta energia discutindo “quem manda mais”, quem perde é o sistema. O avanço da enfermagem como prescritora em protocolos estabelecidos não precisa ser uma “invasão”, mas sim uma ferramenta para desafogar as filas e fazer a saúde chegar onde ela é mais urgente.

Um respiro para quem está no meio disso

Se você é enfermeiro e está feliz com a conquista, ou se é médico e está preocupado com os rumos da profissão, respira fundo. As instituições vão debater as leis e os tribunais vão dar a palavra final.

enfermeira na ubs

Enquanto isso, aqui na realidade prática, o que sustenta o nosso trabalho é a confiança que temos um no outro. Nenhum carimbo é mais forte do que uma equipe que se respeita e trabalha junta. No final do plantão, o que a gente quer é o mesmo: ver o paciente recuperado e saber que fizemos o nosso melhor.

Queremos saber a sua opinião sem julgamentos:

Como você vê essa ampliação da prescrição pela Enfermagem no seu dia a dia? Você acredita que isso ajuda a agilizar o atendimento ou sente que precisamos de mais debate sobre a formação?

cafenacopa

Vem participar desse debate no nosso fórum. Vamos conversar com respeito, ouvindo quem está na linha de frente e entende a realidade da ponta.