Caça-Palavras – Princípios do SUS

A gente sabe que os Princípios do SUS são a base de tudo o que fazemos, desde o atendimento na UBS até a alta complexidade. Mas, entre um plantão e outro, que tal relembrar esses pilares de um jeito mais leve? Preparamos um pequeno Caça-Palavras mental (use em um computador ou tablet). Tente resolver e coloque nos comentários quanto tempo você gastou para achar todas as palavras. Toma seu café. Conseguiu achar todas as palavras? Se faltou alguma, dê uma olhadinha de novo. O SUS é grande, e entender seus princípios é o primeiro passo para defendê-lo com propriedade. Relembrar esses termos não é somente para “passar em concurso”, mas também para dar sentido ao nosso trabalho: Qual desses princípios você acha o mais difícil de colocar em prática no seu dia a dia? A Integralidade ou a Equidade?
Você reconheceria uma AVC rapidamente? Faça o teste.

No corre-corre do hospital ou até na fila do supermercado, a gente carrega o “olhar clínico” como um superpoder, mas será que ele está calibrado? Muitas vezes, a gente espera um sinal dramático, como uma hemiplegia completa, e deixa passar os sutis. Você saberia reconhecer um caso de AVE rapidamente no dia a dia? Esse teste é para nível profissional… Faça o teste e descubra. Teste: Confira se você reconhece um AVE no dia a dia 10 Dicas de Ouro para a Identificação Rápida de um AVE + posts… Escala de Cincinnati: O “Padrão Ouro” da agilidade no atendimento Se tem uma ferramenta que todo profissional da saúde precisa ter na ponta da língua (seja você enfermeiro, técnico, fisio ou médico) é a Escala de Cincinnati (ou Cincinnati Prehospital Stroke Scale). Ela foi desenhada para ser simples, rápida e, acima de tudo, eficaz. O objetivo não é dar um diagnóstico definitivo (isso a tomografia faz), mas sim identificar em segundos se aquele paciente tem uma alta probabilidade de estar sofrendo um AVE. Os 3 Pilares da Escala A escala avalia três sinais clínicos fundamentais. Basta pedir ao paciente para realizar três comandos simples: 1. Simetria Facial (O Sorriso) 2. Queda do Braço (O Abraço) 3. Fala Anormal (A Frase) O que torna a Escala de Cincinnati tão respeitada é a sua precisão estatística: Dica de Ouro: Se o teste der positivo para qualquer um dos sinais, o próximo passo não é esperar para ver se melhora. É acionar o protocolo de emergência, checar o HGT (para excluir hipoglicemia) e anotar o horário exato do início dos sintomas. Identificar um AVE é um exercício de observação e rapidez. Quando você domina esses sinais, você deixa de ser apenas um espectador da doença e se torna o primeiro elo da corrente de sobrevivência do paciente. Qual sinal de AVE você acha que é o mais negligenciado pelas equipes na correria do plantão? Tem alguma dica adicional que queira compartilhar conosco? Coloque nos comentários… Ver mais…
Cells at Work! um anime para entender Hematologia

Se você é daquelas pessoas que adora um anime ou se está procurando um jeito mais leve de revisar aquela fisiologia que parece travar a mente, você precisa conhecer Cells at Work! (Hataraku Saibou). Imagine transformar o corpo humano em uma metrópole gigantesca e frenética, onde cada uma das trilhões de células é um funcionário uniformizado, tentando manter a cidade funcionando enquanto lida com desastres naturais, invasões inimigas e crises alérgicas. O que é a série Cells at Work!? A série acompanha o dia a dia de dois protagonistas que a gente conhece bem na prática clínica: O anime é brilhante ao transformar conceitos complexos em narrativa. Quando o corpo sofre um corte, por exemplo, vemos as Plaquetas (representadas como crianças fofas e organizadas) correndo para o canteiro de obras para selar a ferida com fibrina. Quando entra um vírus, as Células T Assassinas e os Macrófagos entram em ação como forças de elite. Por que ele é importante para estudantes e profissionais da saúde? Não se engane pelo traço de desenho animado; o rigor científico aqui é surpreendente. Posso indicar também para meu paciente? E naquele momento em que o paciente parece perdido diante de um diagnóstico? Cells at Work! consegue traduzir o invisível para o visual de uma forma que a nossa fala, por mais cuidadosa que seja, às vezes não alcança. Imagine o alívio de seu paciente com rinite ao ver o episódio sobre alergia ao pólen, onde o “dilúvio de histamina” explica visualmente por que ele se sente tão mal. Ou quando você precisa explicar a importância da vacinação: no anime, vemos as células de memória “aprendendo” a reconhecer o inimigo, o que faz muito mais sentido para um leigo do que falar em imunoglobulinas. Para aqueles pacientes que lutam contra hábitos difíceis, a versão Cells at Work! Code Black é um verdadeiro choque de realidade. Em vez de darmos uma bronca sobre tabagismo ou sedentarismo, podemos sugerir que ele veja como os glóbulos vermelhos sofrem para carregar oxigênio em vasos entupidos por colesterol ou fumaça. Ver as células trabalhando em um ambiente “distópico” e exaustivo gera uma empatia pelo próprio corpo que muitas vezes muda o comportamento do paciente de forma muito mais profunda. Além disso, é uma ponte incrível para crianças (e adultos!) que têm medo de agulhas ou de doenças. Ao ver o corpo como uma cidade organizada e cheia de heróis resilientes que lutam 24 horas por dia por ele, o paciente deixa de ser um espectador passivo e se torna um aliado do próprio sistema imune. Ele entende que o antibiótico ou o repouso são os “reforços” que as células dele estão implorando para receber. Use Cells at Work! como uma ferramenta auxiliar na educação do seu paciente Onde assistir ‘Cells at Work!’? A série está disponível em plataformas de streaming como a Netflix e a Crunchyroll. Existe também uma versão chamada Cells at Work! Code Black, que é uma versão mais “adulta” e sombria, mostrando como as células sofrem em um corpo com hábitos nada saudáveis (estresse, fumo, álcool e privação de sono), basicamente o retrato de muitos de nosso pacientes. Você já assistiu Cells at Work? Já indicou outra série ou filme para seus pacientes? Conte para a gente nos comentários! + Ver mais…
Por que profissional da saúde não pode ser MEI?

Se você está pensando em abrir sua clínica, atender em domicílio ou prestar serviços como autônomo, com certeza já passou pela sua cabeça: “Será que posso ser MEI?”. Afinal, o imposto é baixo, a burocracia é mínima e parece a solução perfeita para quem está começando. Mas, para a grande maioria de nós médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, nutricionistas, TO’s, dentistas, entre outros; a resposta curta e amarga (como um café sem açúcar) é: Não, profissionais da saúde não podem ser MEI. Mas por que? Vamos entender o porquê disso e quais são as nossas saídas. O que é o MEI? O MEI foi criado em 2008 para tirar da informalidade milhões de brasileiros que trabalhavam por conta própria, mas não tinham acesso a direitos básicos como aposentadoria ou auxílio-doença. Ele foi criado em 2008 para tirar da informalidade milhões de brasileiros que trabalhavam por conta própria, mas não tinham acesso a direitos básicos como aposentadoria ou auxílio-doença. Pense como uma “versão simplificada” de uma empresa. É um modelo jurídico desenhado para quem trabalha sozinho e tem um faturamento mais modesto. Para ser MEI, o profissional precisa se encaixar em algumas regras bem rígidas: Por que o MEI é tão atrativo? O sucesso do MEI vem da sua simplicidade tributária, chamada de SIMEI. Com ela, você paga um valor fixo por mês no boleto do DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional), onde já está incluído a contribuição do INSS, ICMS (Se for comércio/indústria) ou ISS (Se for prestação de serviços). Mas é tudo perfeito? Apesar de parecer o “paraíso fiscal” dos pequenos negócios, o MEI tem “grades” que limitam o crescimento: Chegamos no ponto: Entendeu até agora? Então, o MEI foi criado para formalizar trabalhadores que não tinham uma regulamentação específica ou que exerciam atividades consideradas “não intelectuais” ou puramente comerciais (como cabeleireiros, mecânicos ou doceiros). Nós entramos em outra categoria: as Profissões Regulamentadas. “Mas eu vi um colega que é MEI…” Cuidado aqui. Alguns profissionais tentam se cadastrar usando atividades correlatas que são permitidas (como “cuidador de idosos” ou “instrutor de cursos”), mas isso pode ser um risco enorme: Se não posso ser MEI, o que eu posso ser? Não desanime. Existem caminhos para pagar menos impostos do que como Pessoa Física (onde o Leão pode levar até 27,5% do seu faturamento). As opções mais comuns são: Qual seria mais vantajoso: MEI ou SIMPLES? Vamos usar o exemplo de um Fisioterapeuta ou Enfermeiro autônomo que atende seus próprios pacientes e consegue fechar o mês com R$ 7.000,00 de faturamento bruto. Cenário MEI (Proibido para Profissões Regulamentadas) Apenas para fins de comparação, se esse profissional ‘pudesse’ ser MEI (lembrando que não pode, conforme vimos antes): Cenário Simples Nacional (Microempresa – ME) Este é o caminho legal e seguro. Aqui, o valor depende de como você organiza seu Pró-labore (o Fator R). Sem o Fator R (Anexo V – 15,5%) Se você não tiver gastos com folha de pagamento ou Pró-labore que somem 28% do faturamento: Com o Fator R (Anexo III – 6%) Aqui você define um Pró-labore de pelo menos R$ 1.960,00 (28% de R$ 7.000). Veja no resumo: Modelo Situação Legal Imposto Estimado Sobra Aproximada MEI ❌ Proibido R$ 76,60 R$ 6.923,40 Simples (sem fator R) ✅ Legal R$ 1.085,00 R$ 5.915,00 Simples ( com fator R) ✅ Legal R$ 635,60 R$ 6.364,40 Baseado em um profissional de saúde autônomo que ganha R$ 7.000,00 mensair brutos. A gente sabe que dói no bolso ver a diferença de impostos entre um MEI e uma Microempresa. Mas estar regularizado é o que garante que você possa emitir notas para convênios, participar de editais públicos e, principalmente, ter a segurança jurídica de que seu exercício profissional está protegido. Nossa profissão é de alto valor agregado e alta responsabilidade. O “custo” de ter uma empresa regularizada é, no fundo, um investimento na sua credibilidade e longevidade na carreira. Quer entender como funciona o SIMPLES mais a fundo? Deixe nos comentários. Siga nosso site. Você já se sentiu frustrado por não poder ser MEI ou já conseguiu se organizar bem como Microempresa? A burocracia faz parte da gestão, mas não precisa ser um bicho de sete cabeças. Vamos trocar dicas sobre contabilidade para profissionais da saúde lá nos comentários? Veja mais…
Emergência 53: O SAMU ganha as telas em série

Se você é daqueles que ainda sente saudades da série Sob Pressão, prepare o coração: vem aí Emergência 53. A nova série que fala do SAMU, original na Globoplay já nasceu fazendo história, sendo a única representante brasileira no prestigioso festival de Berlim, na Alemanha, agora em 2026. Desta vez, o cenário sai de dentro das paredes do hospital e ganha as ruas do Rio de Janeiro. A trama mergulha no cotidiano frenético do SAMU, acompanhando uma unidade de resgate de elite que vive no limite entre a vida, a morte e o trânsito caótico. O SAMU real? O que mais chama a atenção em Emergência 53 é que ela não tenta criar heróis perfeitos. Criada pela mesma equipe de peso de Sob Pressão a série foca em personagens reais: A série promete ser um drama médico de alta intensidade, mas com um tom de reconhecimento a uma instituição que é um dos pilares do SUS. Para nós, que trabalhamos na saúde, ver o SAMU sendo retratado com esse nível de cuidado e realismo é um afago. É ver o cansaço, a adrenalina e aquela satisfação indescritível de conseguir estabilizar um paciente no meio da rua sendo compartilhada com o grande público. Por que ficar de olho? A gente sabe que a realidade do SAMU é muito mais dura do que qualquer série pode mostrar, mas ter esse espelho na TV ajuda a sociedade a entender por que a gente luta tanto por cada segundo. O que você acha? Comente e participe de nossa comunidade. A gente adora uma boa história de hospital (ou de ambulância!). Você tem alguma história para compartilhar conosco?
Você sabia? Ebserh agora se chama HU Brasil. Entenda.

Se você atua em um hospital universitário federal ou acompanha a gestão da saúde, sabe que o nome Ebserh sempre foi um trava-língua para muita gente, principalmente pacientes. Pois nesta semana, foi anunciado o reposicionamento oficial da estatal: a partir de agora toda a rede passa a se chamar HU Brasil. Mais do que uma troca de letras, a mudança tenta traduzir algo que a gente já sente no dia a dia: a força dos nossos Hospitais Universitários como patrimônio nacional. O que muda com a “HU Brasil”? A ideia central do Ministério da Educação e da presidência da estatal é simplificar a comunicação e reforçar a identidade de rede. HU Brasil: um momento de renovação Mudar o nome é um passo simbólico, mas a gente sabe que o desafio continua o mesmo: garantir recursos, valorizar os profissionais e oferecer o melhor atendimento para o paciente do SUS. Que a “HU Brasil” traga consigo não apenas um logo novo, mas um fôlego renovado para a gestão e para quem está na ponta. Afinal, a marca muda, mas a missão de cuidar, ensinar e descobrir permanece inabalável. E aí, o que você achou do novo nome? Ficou mais fácil de falar ou você ainda vai levar um tempo para desapegar da “Ebserh”? ☕Comente abaixo:
Calculadora: Escala de Coma de Glasgow

Escala de Coma de Glasgow Selecione a melhor resposta do paciente 👁️ Abertura Ocular Espontânea (4) Ao comando verbal (3) À dor (2) Nenhuma (1) Não testável 🗣️ Resposta Verbal Orientado (5) Confuso (4) Palavras inapropriadas (3) Sons incompreensíveis (2) Nenhuma (1) Não testável 💪 Resposta Motora Obedece comandos (6) Localiza dor (5) Retirada à dor (4) Flexão anormal (3) Extensão (2) Nenhuma (1) Não testável — Selecione as respostas acima Escala de Coma de Glasgow (ECG): o que é e como interpretar A Escala de Coma de Glasgow (ECG) é um dos instrumentos mais utilizados no mundo para avaliar o nível de consciência de pacientes com lesão cerebral ou alteração neurológica aguda. A escala foi criada em 1974, na University of Glasgow, pelos neurocirurgiões Graham Teasdale e Bryan Jennett.Desde então, tornou-se uma ferramenta fundamental em emergências, unidades de terapia intensiva, trauma e neurologia, sendo utilizada atualmente em mais de 75 países. O objetivo da escala é fornecer uma forma padronizada, objetiva e reprodutível de avaliar a responsividade do paciente, permitindo comunicação clara entre profissionais e acompanhamento da evolução clínica. Como funciona a Escala de Glasgow A ECG avalia três componentes principais da resposta neurológica: Cada componente recebe uma pontuação específica, e a soma gera um escore total entre 3 e 15 pontos Componente Pontuação Abertura ocular 1 a 4 Resposta verbal 1 a 5 Resposta motora 1 a 6 Pontuação total possível:GCS = 3 a 15 A avaliação deve ser registrada preferencialmente no formato clínico completo, por exemplo: GCS 10 (E3 V4 M3) Pontuação detalhada da escala Abertura ocular (E) Pontuação Resposta 4 Olhos abertos espontaneamente 3 Abre os olhos ao comando verbal 2 Abre os olhos à dor 1 Nenhuma abertura ocular Resposta verbal (V) Pontuação Resposta 5 Orientado 4 Confuso 3 Palavras inapropriadas 2 Sons incompreensíveis 1 Nenhuma resposta verbal Resposta motora (M) Pontuação Resposta 6 Obedece comandos 5 Localiza a dor 4 Retirada à dor 3 Flexão anormal (decorticação) 2 Extensão anormal (descerebração) 1 Nenhuma resposta motora Classificação da gravidade da lesão cerebral A pontuação total da escala permite uma classificação inicial da gravidade da lesão cerebral: Pontuação GCS Gravidade 13 – 15 Lesão cerebral leve 9 – 12 Lesão cerebral moderada 3 – 8 Lesão cerebral grave Pacientes com GCS ≤ 8 geralmente apresentam risco de perda da via aérea e podem necessitar de intubação e manejo intensivo. Como usar a ECG na minha rotina? A Escala de Glasgow é amplamente utilizada para orientar decisões clínicas importantes, como: Avaliações seriadas da ECG são essenciais para detectar deterioração neurológica precoce. Como registrar a ECG no prontuário? Sempre que possível, deve-se registrar: Exemplo: GCS 12 (E3 V4 M5) Isso permite identificar qual função neurológica está alterada, algo que a pontuação total isolada pode ocultar. Componentes não testáveis (NT) Em algumas situações clínicas, um componente da escala não pode ser avaliado, por exemplo: Nesses casos, o componente deve ser registrado como NT (não testável). Exemplo: GCS não calculado (E3 VNT M6) Quando um componente é NT, recomenda-se não utilizar a pontuação total, pois isso pode gerar interpretação equivocada. Aplicação em crianças A ECG pode ser utilizada sem modificações em crianças acima de 5 anos. Em lactentes e crianças menores, adaptações são necessárias porque: Por isso existem versões pediátricas da escala, adaptadas para diferentes fases do desenvolvimento. Limitações da Escala de Glasgow Apesar de sua ampla utilização, a ECG apresenta algumas limitações importantes: Por esse motivo, recomenda-se interpretar os componentes individualmente, e não apenas a pontuação total.
Pneumonia: Escala CURB-65(calculadora)

CURB-65 Estratificação de risco na Pneumonia Adquirida na Comunidade Confusão mental recente Ureia (mg/dL)
(CFM) Médico pode dividir dias entre paciente particular e de plano

O Conselho Federal de Medicina publicou o Parecer nº 1/2026, que reforça a legalidade de o médico organizar sua agenda de forma distinta para atendimentos particulares e por convênios. Na prática, o profissional tem autonomia para estabelecer horários e dias diferentes para cada modalidade, desde que respeite o que foi pactuado nos contratos vigentes com as operadoras de saúde. A medida visa dar mais previsibilidade e eficiência ao fluxo de trabalho no consultório. Quem vive a rotina de consultório sabe o equilíbrio delicado que é manter a sustentabilidade financeira sem abrir mão da qualidade do tempo com o paciente. A organização da agenda não é apenas uma questão de “fluxo de caixa”, mas de saúde mental para o profissional e de respeito para quem espera pelo atendimento. Ter a liberdade de separar esses momentos pode ser o caminho para sair de um modelo baseado puramente em volume e caminhar para um atendimento com mais presença e valor. No entanto, sabemos que no “mundo real” as pressões das operadoras e a demanda represada dos pacientes trazem dilemas éticos diários. O desafio da autonomia é saber usá-la para que o médico se sinta menos sobrecarregado e o paciente, independente da fonte pagadora, sinta que aquele tempo foi dedicado inteiramente a ele. A agenda, afinal, é a ferramenta que organiza o nosso encontro com o outro. Como você equilibra a sua agenda hoje? Você sente que essa autonomia ajuda a diminuir o cansaço do dia a dia ou as pressões externas ainda falam mais alto? Chega mais na nossa Copa. Os comentários é o lugar para a gente falar sobre os desafios da gestão e como proteger o nosso tempo sem perder a essência do cuidado.
(CFF) Vacina nacional contra a dengue chega ao SUS

O Governo Federal anunciou o início da vacinação contra a dengue para todos os profissionais de saúde da atenção primária do SUS. O imunizante utilizado será a Butantan-DV, a primeira vacina do mundo em dose única e 100% brasileira, protegendo contra os quatro sorotipos da doença. O Ministério da Saúde já adquiriu 3,9 milhões de doses para garantir que quem está na ponta do atendimento receba essa proteção prioritária. Muitas vezes, a gente se acostuma tanto a ser quem aplica a vacina, quem orienta o paciente e quem combate o foco do mosquito, que esquece que também somos vulneráveis. Ver a chegada de uma tecnologia nossa, pensada para a nossa realidade e em dose única, é um sopro de esperança. Para o farmacêutico, o enfermeiro, o médico e o agente de saúde que vivem o cansaço das epidemias de dengue ano após ano, essa notícia é um reconhecimento de que a sua saúde importa. É o SUS olhando para dentro e protegendo quem sustenta o sistema. No meio de tanta correria, é bom saber que, desta vez, a fila da proteção também é nossa.
