Se você trabalha com prescrição de medicamentos controlados, sabe que a logística dos blocos amarelos (Tipo A) sempre foi um gargalo. A partir de agora o jogo mudou.

A ANVISA publicou a RDC 1.000/2025, que marca o fim de uma era: a impressão oficial exclusiva pelo poder público. Agora, a responsabilidade (e a autonomia) de imprimir todos os modelos de receituários controlados passa a ser também dos profissionais e das instituições de saúde.
Vamos entender o que isso significa na prática do seu consultório ou hospital, sem complicação.

O que muda no seu carimbo a partir de agora?
A grande novidade é a liberdade de impressão. Sabe aquela ida à Vigilância Sanitária só para buscar os blocos amarelos? Isso ficou no passado.
- Impressão própria: Agora, todos os modelos (incluindo o “A” amarelo) podem ser impressos em gráficas particulares pela própria instituição ou pelo médico.
- Modelos Novos: Os anexos da antiga Portaria 344/1998 foram aposentados para novas impressões. Se você vai mandar rodar um bloco novo hoje, precisa usar os modelos oficiais disponíveis no SNCR (Sistema Nacional de Controle de Receituários).
- O que fazer com o estoque antigo? Pode respirar aliviado. Tudo o que foi impresso até o dia 12 de fevereiro de 2026 continua valendo por tempo indeterminado. Não precisa jogar nada fora.
⚠️ O que NÃO mudou (Atenção aqui!)
A autonomia aumentou, mas o controle continua rigoroso. Não é “imprimir de qualquer jeito”:
- A Numeração é Obrigatória: Você ainda precisa solicitar a numeração prévia junto à Vigilância Sanitária local. A gráfica só pode imprimir se você tiver esses números em mãos.
- Padrão ANVISA: Os modelos devem seguir à risca o que está no portal da agência. Cores, campos e formatos são padronizados nacionalmente para evitar fraudes.
- Regras Locais: A RDC 1.000 não anulou as exigências específicas da sua cidade ou estado. Sempre vale dar aquela conferida com a vigilância local antes de mandar para a gráfica.
Olhando para o futuro: O SNCR e a Receita Eletrônica
Toda essa mudança faz parte de um plano maior da ANVISA para tornar a prescrição mais segura e rastreável. O SNCR é a plataforma que centraliza tudo isso.
Fique atento: Até junho de 2026, a ANVISA promete lançar uma ferramenta dentro deste sistema para a emissão eletrônica de todos os receituários controlados. Isso será o fim definitivo do papel e um salto enorme na nossa segurança jurídica e na conveniência para o paciente.
Guia Rápido de Sobrevivência:
- Vai imprimir agora? Baixe os novos modelos no site da ANVISA.
- Teve recusa na farmácia? Peça um documento formal explicando o erro. Se o seu receituário segue o modelo do SNCR e tem numeração válida, você tem base legal para defesa.
- Dica de ouro: Antes de contratar a gráfica, verifique se eles já estão atualizados com o novo marco regulatório.
Um respiro na burocracia
A gente sabe o quanto a papelada cansa. Essa mudança é um passo importante para que a gente gaste menos tempo em filas de órgãos públicos e mais tempo focados no que realmente importa: o cuidado com o paciente.
Desburocratizar não é apenas facilitar a vida do médico; é garantir que o paciente não fique sem o remédio porque o “bloco acabou na Vigilância”. É humanizar o acesso.
Como é a logística de receituários na sua cidade? A Vigilância local costuma ser rápida ou essa mudança vai salvar a sua rotina? Vamos trocar essa figurinha na nossa copa!

- Anvisa apresenta novos modelos de receituários controlados
- Saúde nos EUA vs. Saúde no Brasil
- (CFF) O debate sobre a quebra de patente do Mounjaro
- (CFBio) Oncobiologia: A biologia ganha seu espaço oficial no cuidado ao câncer
- A conta que a gente esquece de fazer: quanto custa o valor da sua consulta?
- Como lidar com pacientes agressivos sem perder a humanização?





