Se você trabalha com prescrição de medicamentos controlados, sabe que a logística dos blocos amarelos (Tipo A) sempre foi um gargalo. A partir de agora o jogo mudou.

A ANVISA publicou a RDC 1.000/2025, que marca o fim de uma era: a impressão oficial exclusiva pelo poder público. Agora, a responsabilidade (e a autonomia) de imprimir todos os modelos de receituários controlados passa a ser também dos profissionais e das instituições de saúde.

Vamos entender o que isso significa na prática do seu consultório ou hospital, sem complicação.

O que muda no seu carimbo a partir de agora?

A grande novidade é a liberdade de impressão. Sabe aquela ida à Vigilância Sanitária só para buscar os blocos amarelos? Isso ficou no passado.

⚠️ O que NÃO mudou (Atenção aqui!)

A autonomia aumentou, mas o controle continua rigoroso. Não é “imprimir de qualquer jeito”:

  1. A Numeração é Obrigatória: Você ainda precisa solicitar a numeração prévia junto à Vigilância Sanitária local. A gráfica só pode imprimir se você tiver esses números em mãos.
  2. Padrão ANVISA: Os modelos devem seguir à risca o que está no portal da agência. Cores, campos e formatos são padronizados nacionalmente para evitar fraudes.
  3. Regras Locais: A RDC 1.000 não anulou as exigências específicas da sua cidade ou estado. Sempre vale dar aquela conferida com a vigilância local antes de mandar para a gráfica.

Olhando para o futuro: O SNCR e a Receita Eletrônica

Toda essa mudança faz parte de um plano maior da ANVISA para tornar a prescrição mais segura e rastreável. O SNCR é a plataforma que centraliza tudo isso.

Fique atento: Até junho de 2026, a ANVISA promete lançar uma ferramenta dentro deste sistema para a emissão eletrônica de todos os receituários controlados. Isso será o fim definitivo do papel e um salto enorme na nossa segurança jurídica e na conveniência para o paciente.

Guia Rápido de Sobrevivência:


Um respiro na burocracia

A gente sabe o quanto a papelada cansa. Essa mudança é um passo importante para que a gente gaste menos tempo em filas de órgãos públicos e mais tempo focados no que realmente importa: o cuidado com o paciente.

Desburocratizar não é apenas facilitar a vida do médico; é garantir que o paciente não fique sem o remédio porque o “bloco acabou na Vigilância”. É humanizar o acesso.

Como é a logística de receituários na sua cidade? A Vigilância local costuma ser rápida ou essa mudança vai salvar a sua rotina? Vamos trocar essa figurinha na nossa copa!