
Você já parou para pensar que o direito de exercer a Fisioterapia ou a Terapia Ocupacional, com a autonomia que temos hoje, não caiu do céu? Foi conquistado no “grito”, na ciência e, como diz o título do documentário lançado pelo COFFITO, na ousadia.
O filme “Ousar para mudar os rumos”, de direção de Matheus Sampaio, foi lançado para celebrar os 50 anos da regulamentação das profissões fisioterapeuta e terapeuta ocupacional no Brasil.
Mais do que uma homenagem, ele é um resgate necessário para quem, às vezes se sente cansado no dia a dia do hospital ou da clínica e esquece de onde viemos.

Uma linha do tempo feita de lutas
O documentário mergulha profundamente no início de tudo. Houve um tempo em que nossas profissões eram vistas apenas como técnicas auxiliares, sem o reconhecimento da nossa capacidade de diagnóstico e decisão clínica.
- A Fundação da Autonomia: O filme detalha a batalha pela regulamentação e a criação dos nossos conselhos e associações.
Entender que o COFFITO e os CREFITOs nasceram de uma necessidade de proteger não só o profissional, mas a sociedade, muda a forma como vemos as nossas entidades. - O Ato Médico: Quem viveu, lembra. A luta para garantir que o fisioterapeuta e o terapeuta ocupacional não fossem subordinados, mas profissionais de primeiro contato.
Foi a ciência e a união da categoria que garantiram que pudéssemos assinar nossos próprios laudos e decidir nossos próprios protocolos. - A Prova de Fogo da Covid-19: O documentário traz passagens emocionantes sobre a pandemia. Foi ali, entre ventiladores mecânicos e reabilitações pós-críticas, que o mundo finalmente entendeu o que a gente já sabia: sem a Fisioterapia e a TO, o sistema de saúde colapsa. Nós fomos a linha de frente da esperança.
Rostos que construíram o nosso caminho
Um dos pontos mais emocionantes do documentário é ver e ouvir aqueles que abriram as portas para nós. O filme conta com a participação de vários nomes importantíssimos na história da Fisioterapia e da Terapia Ocupacional do Brasil, como Maria do Carmo Nascimento, Oseás Moura, Derivan Brito, Célia Cunha, Geraldo Barbosa, entre outros.

São pioneiros e lideranças que dedicaram décadas de vida para que hoje pudéssemos ter um conselho forte e profissões respeitadas. Ver esses ícones compartilhando suas memórias nos faz sentir parte de uma linhagem de cuidado e resistência. É um lembrete de que não estamos sozinhos: somos a continuidade de um esforço coletivo.
Ousar para os rumos que virão
Mas o filme não olha apenas para o passado. Ele encara os desafios que ainda virão.
- A luta pelo Piso Salarial: O reconhecimento financeiro que ainda não acompanha a nossa importância técnica.
- A valorização contínua: O desafio de ser visto como essencial em todas as etapas do cuidado, da prevenção à alta.
- O futuro tecnológico: Como manter o toque e a essência do cuidado humano em um mundo cada vez mais digital.

Por que você precisa assistir?
Este não é apenas um filme sobre o passado; é um guia de identidade. Entender as batalhas contra o Ato Médico ou a mobilização atual pelo Piso Salarial dá armas para defender nossa categoria com muito mais propriedade.
Por isso, “Ousar para mudar os rumos” é uma obra obrigatória para todo profissional e, especialmente, para todo estudante. Se você está começando agora, precisa conhecer o alicerce onde está pisando. Se já está na estrada há tempo, precisa desse fôlego para lembrar por que escolheu o cuidado.
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