Nova Resolução do COFFITO para Cuidados Paliativos

A Resolução COFFITO nº 660/2026 e nº 661/2026 veio normatizar e reconhecer algo que quem está na beira do leito já sente há muito tempo: o cuidado paliativo e a reabilitação paliativa não são sobre “não ter mais o que fazer”. São sobre fazer tudo o que é humanamente e tecnicamente possível para que o paciente viva com o maior conforto e autonomia até o último momento. Vamos primeiramente entender as resoluções… Resolução COFFITO nº 660/2026 A Resolução COFFITO nº 660/2026 estabelece as diretrizes oficiais para a atuação do fisioterapeuta em Cuidados Paliativos e Reabilitação Paliativa, atualizando as normas da área e revogando a Resolução nº 539/2021. O texto traz uma abordagem transversal, cobrindo desde a prevenção até o suporte de fim de vida em todas as fases da vida (pediátrica, adulta e gerontológica). 1. Conceito de Reabilitação Paliativa A resolução define a Reabilitação Paliativa como uma abordagem interprofissional e holística centrada na manutenção da funcionalidade, prevenção de complicações e adaptação a perdas físicas. Suas quatro frentes de atuação são: 2. Atribuições Clínicas e Diagnóstico O fisioterapeuta passa a ter papel ativo e autônomo na condução das condutas paliativas: 3. Bioética, Distanásia e Diretivas Antecipadas A norma reforça o compromisso deontológico do profissional com a dignidade da pessoa humana: 4. Suporte à Família e Cuidados no Fim de Vida A “unidade de cuidado” engloba a pessoa adoecida, seus familiares e cuidadores: 5. Cenários de Atuação e Teleatendimento A assistência é garantida em todos os níveis de atenção (pública, privada, filantrópica e terceiro setor): 6. Níveis de Qualificação Profissional Categoria Requisitos Escopo de Atuação Generalista Cursos de formação ou graduação com conteúdo de paliativismo na matriz curricular. Identificação de elegibilidade, avaliação cinético-funcional (CBDF), manejo de sintomas físicos e participação no PTS. Especializada Pós-graduação lato sensu ou programas de residência médica/multiprofissional. Manejo de sintomas refratários, casos de alta complexidade, mediação de conflitos, Planejamento Antecipado de Cuidados, gestão e matriciamento de serviços. Resolução COFFITO nº 661/2026 A Resolução COFFITO nº 661/2026 regulamenta e normatiza a prática do Terapeuta Ocupacional em Cuidados Paliativos e Reabilitação Paliativa em todos os pontos da Rede de Atenção à Saúde (RAS) e em todas as faixas etárias (pediatria, adultos e idosos). 1. Foco na Vida Ocupacional e Autonomia 2. Principais Competências e Atribuições Clínicas 3. Cuidado com Familiares, Cuidadores e Luto 4. Bioética e Prevenção de Obstinação Terapêutica 5. Cenários de Atuação e Teleatendimento 6. Níveis de Qualificação Profissional Categoria Requisitos Escopo de Atuação Generalista Cursos de formação teórico-prática ou conteúdos integrados na grade da graduação. Avaliação terapêutico-ocupacional, prescrição de Tecnologia Assistiva básica, suporte a AVDs, manejo do sofrimento ocupacional e atuação interprofissional. Especializada Pós-graduação lato sensu ou programas de residência com carga horária de Paliativismo. Casos de alta complexidade, manejo de sofrimento de difícil controle, notícias difíceis, prognósticos reservados, gestão e matriciamento de serviços. Reabilitação Paliativa A Reabilitação Paliativa é uma abordagem interprofissional e holística que integra os princípios da reabilitação e do autocuidado aos cuidados paliativos, voltada para pessoas com doenças graves que ameaçam a continuidade da vida, além de seus familiares e cuidadores. Diferente da reabilitação convencional a Reabilitação Paliativa busca promover a qualidade de vida, o alívio de sintomas e a manutenção da funcionalidade, permitindo que a pessoa viva da forma mais ativa, independente e com a maior dignidade possível até a finitude. As 4 Fases de Atuação A reabilitação paliativa não se limita à fase final de vida; ela oscila e se adapta continuadamente de acordo com a progressão da doença e a capacidade do paciente: Principais Objetivos e Pilares As Resoluções COFFITO nº 660/2026 e 661/2026 regulamentam, respectivamente, a atuação da Fisioterapia e da Terapia Ocupacional em Cuidados Paliativos e Reabilitação Paliativa. Publicadas simultaneamente, ambas padronizam o suporte técnico, bioético e legal para profissionais que lidam com pacientes em sofrimento grave ou com doenças que ameaçam a continuidade da vida. Visão Geral Comparativa Aspecto Fisioterapia (Resolução 660/2026) Terapia Ocupacional (Resolução 661/2026) Foco de Atuação Manutenção cinético-funcional, suporte ventilatório, alívio de dor, dispneia e fadiga. Desempenho ocupacional, preservação da autonomia, AVDs, rotina e Tecnologia Assistiva. Diagnóstico Uso recomendado da Classificação Brasileira de Diagnósticos Fisioterapêuticos (CBDF). Avaliação funcional das ocupações, papéis sociais e fatores ambientais/biográficos. Suporte à Família Ergonomia no manuseio/posicionamento, suporte na finitude e prevenção de sobrecarga. Intervenções no cotidiano do cuidador, acolhimento no luto e reestruturação de papéis. Pontos de Convergência entre as Normas + Posts…
(COFFITO) Eleição do Crefito 21-PB

Se você é fisioterapeuta ou terapeuta ocupacional e atua na Paraíba, sabe que sempre foram ligados ao CREFITO-1. Mas agora, o cenário mudou: a Paraíba finalmente tem o seu regional próprio, o CREFITO-21. E hoje, dia 13 de abril, é dia de escolher quem vai conduzir os rumos da profissão. Acesse pelo link: https://crefito21.beevoter.com.br/home Para quem ainda está na correria dos atendimentos ou no meio do plantão, aqui vai o lembrete essencial: a eleição está acontecendo de forma online hoje. A votação se dará entre 8h e 20h do dia 13 de abril de 2026. Você já conseguiu registrar seu voto online ou teve alguma dificuldade com a plataforma? Comente abaixo:
‘Ousar para mudar os rumos’: a história da Fisioterapia e Terapia Ocupacional no Brasil

Você já parou para pensar que o direito de exercer a Fisioterapia ou a Terapia Ocupacional, com a autonomia que temos hoje, não caiu do céu? Foi conquistado no “grito”, na ciência e, como diz o título do documentário lançado pelo COFFITO, na ousadia. O filme “Ousar para mudar os rumos”, de direção de Matheus Sampaio, foi lançado para celebrar os 50 anos da regulamentação das profissões fisioterapeuta e terapeuta ocupacional no Brasil. Mais do que uma homenagem, ele é um resgate necessário para quem, às vezes se sente cansado no dia a dia do hospital ou da clínica e esquece de onde viemos. Uma linha do tempo feita de lutas O documentário mergulha profundamente no início de tudo. Houve um tempo em que nossas profissões eram vistas apenas como técnicas auxiliares, sem o reconhecimento da nossa capacidade de diagnóstico e decisão clínica. Rostos que construíram o nosso caminho Um dos pontos mais emocionantes do documentário é ver e ouvir aqueles que abriram as portas para nós. O filme conta com a participação de vários nomes importantíssimos na história da Fisioterapia e da Terapia Ocupacional do Brasil, como Maria do Carmo Nascimento, Oseás Moura, Derivan Brito, Célia Cunha, Geraldo Barbosa, entre outros. São pioneiros e lideranças que dedicaram décadas de vida para que hoje pudéssemos ter um conselho forte e profissões respeitadas. Ver esses ícones compartilhando suas memórias nos faz sentir parte de uma linhagem de cuidado e resistência. É um lembrete de que não estamos sozinhos: somos a continuidade de um esforço coletivo. Ousar para os rumos que virão Mas o filme não olha apenas para o passado. Ele encara os desafios que ainda virão. Por que você precisa assistir? Este não é apenas um filme sobre o passado; é um guia de identidade. Entender as batalhas contra o Ato Médico ou a mobilização atual pelo Piso Salarial dá armas para defender nossa categoria com muito mais propriedade. Por isso, “Ousar para mudar os rumos” é uma obra obrigatória para todo profissional e, especialmente, para todo estudante. Se você está começando agora, precisa conhecer o alicerce onde está pisando. Se já está na estrada há tempo, precisa desse fôlego para lembrar por que escolheu o cuidado.
(COFFITO) Nova carteira profissional para Fisios e TOs

O COFFITO publicou a Resolução nº 647/2026, que moderniza a Carteira de Identidade Profissional para Fisioterapia e Terapia Ocupacional. A principal novidade é a coexistência do modelo físico (estilo cartão em PVC, mais resistente) e do modelo digital, ambos com validade nacional e fé pública. Anote os prazos: Mudar de documento pode parecer apenas “mais uma burocracia” no meio de uma rotina já cheia, mas há um valor simbólico e prático aqui. A atualização para o formato digital e a gratuidade na troca inicial mostram um movimento de modernização que respeita o bolso do profissional. Para o profissional que corre entre clínicas, hospitais e atendimentos domiciliares, a versão digital no celular traz uma leveza bem-vinda: é uma coisa a menos para esquecer ou perder. No fim das contas, essa nova carteira é o símbolo de que a habilitação acompanha os novos tempos, garantindo que o direito de exercer a profissão esteja sempre à mão, de forma segura e digna. Você prefere o documento físico na carteira ou já aderiu totalmente ao digital no celular? Chega mais na nossa Copa. O fórum é o lugar para tirar dúvidas e compartilhar como essas mudanças facilitam (ou complicam) o seu dia a dia.
Comissão aprova piso salarial nacional para fisioterapeutas e TO’s

o projeto do piso salarial nacional para fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais deu um passo gigante. O valor proposto para o piso é de R$ 4.650 para jornadas semanais de trabalho de 30 horas.
