O Conselho Federal de Medicina publicou o Parecer nº 1/2026, que reforça a legalidade de o médico organizar sua agenda de forma distinta para atendimentos particulares e por convênios.
Na prática, o profissional tem autonomia para estabelecer horários e dias diferentes para cada modalidade, desde que respeite o que foi pactuado nos contratos vigentes com as operadoras de saúde.
A medida visa dar mais previsibilidade e eficiência ao fluxo de trabalho no consultório.

Quem vive a rotina de consultório sabe o equilíbrio delicado que é manter a sustentabilidade financeira sem abrir mão da qualidade do tempo com o paciente.
A organização da agenda não é apenas uma questão de “fluxo de caixa”, mas de saúde mental para o profissional e de respeito para quem espera pelo atendimento.
Ter a liberdade de separar esses momentos pode ser o caminho para sair de um modelo baseado puramente em volume e caminhar para um atendimento com mais presença e valor.
No entanto, sabemos que no “mundo real” as pressões das operadoras e a demanda represada dos pacientes trazem dilemas éticos diários. O desafio da autonomia é saber usá-la para que o médico se sinta menos sobrecarregado e o paciente, independente da fonte pagadora, sinta que aquele tempo foi dedicado inteiramente a ele.
A agenda, afinal, é a ferramenta que organiza o nosso encontro com o outro.

Como você equilibra a sua agenda hoje? Você sente que essa autonomia ajuda a diminuir o cansaço do dia a dia ou as pressões externas ainda falam mais alto?
Chega mais na nossa Copa. O fórum é o lugar para a gente falar sobre os desafios da gestão e como proteger o nosso tempo sem perder a essência do cuidado.
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