Como lidar com pacientes agressivos sem perder a humanização?

A agitação psicomotora é um dos desafios mais pesados da nossa rotina. É aquele “olho do furacão” onde a gente precisa ser, ao mesmo tempo, técnico, ágil e extremamente calmo, mesmo quando o coração está batendo a mil por hora. Lidar com um paciente agressivo ou em crise não é sobre “quem manda mais”. É sobre segurança: a dele e a nossa. E, acima de tudo, é sobre entender que, por trás daquela violência, existe um sofrimento que transbordou. A conduta para o manejo desse tipo de paciente deve envolver toda a equipe, dos profissionais da saúde à equipe de segurança. O primeiro passo: o ambiente e a palavra Antes de qualquer agulha, vem o nosso comportamento. O manejo não farmacológico é a nossa primeira ferramenta, e talvez a mais difícil de aplicar no cansaço do plantão: O remédio que acalma, mas não apaga Quando a conversa não basta, o manejo farmacológico entra em cena. Mas o objetivo aqui mudou: a gente não busca mais o “nocaute” nos dias atuais. O recurso extremo: a contenção física A contenção física nunca deve ser uma punição ou um ato de “calar” o paciente. Ela é um último recurso, usado apenas quando há risco real para ele ou para a equipe. O objetivo principal é proteger o paciente das pessoas ao redor. Se precisar conter, que seja: A equipe para contenção deve ter pelo menos 05 pessoas, que atuam de forma coordenada. Um dos profissionais, que coordena o grupo, deve se manter visível para o paciente durante todo o período. Este profissional também busca tranquilizar a pessoa agitada e transmitir segurança. As outras quatro pessoas atuam simultaneamente em cada membro do paciente, tendo o cuidado de proteger as articulações contra entorses ou distensões. Os materiais utilizados nas contenções físicas devem ser de tecido largo, não elástico e devem ser resistentes, preferivelmente as faixas específicas de contenção. Devem ser periodicamente verificadas se não estão promovendo garroteamento, edema, ou lesões na pele. Devem ser presas à base da cama, não às grades laterais, para evitar lesões vasculares e nervosas em decorrência de movimentos. Antecipando a tempestade: o que observar? Muitas vezes, a agressividade é o último estágio de um medo ou de uma frustração que não foi acolhida. Se a gente conseguir “ler” os sinais antes, o desfecho pode ser muito mais tranquilo. Então, é bom a gente ficar de olho em: O que a gente pode fazer para desarmar a crise? Referências Diretoria de Serviços de Saúde Mental – DISSAM. Protocolo: Manejo da Agitação Psicomotora Aguda Gaynes BN, Brown C, Lux LJ, et al. Estratégias para reduzir o comportamento agressivo em pacientes psiquiátricos [Internet]. Rockville (MD): Agency for Healthcare Research and Quality (EUA); julho de 2016. (Revisões de Efetividade Comparativa, nº 180.) Introdução. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK379388/
OMB vs. AMB: O que está por trás da disputa pelos títulos de especialista?

Senta aqui, vamos tomar um café e conversar sobre um assunto que está na conversa dos corredores e fazendo os grupos de especialidades médicas pegarem fogo: a criação da Ordem Médica Brasileira (OMB) e a queda de braço judicial com as entidades tradicionais (AMB e CFM). Se você é um dos 250 mil médicos generalistas no Brasil ou está na luta para conseguir o seu RQE, esse tema toca diretamente no seu futuro. Vamos entender o que está acontecendo com a clareza que o momento pede. O cenário: Um funil apertado Atualmente, o caminho para ser reconhecido como especialista no Brasil é um funil estreito. Segundo o Decreto 8.516/2015, só existem duas portas: a Residência Médica (CNRM) ou a Prova de Título da AMB. O problema é que o Brasil tem hoje um contingente imenso de médicos que, por diversos motivos (falta de vagas de residência, provas com baixíssimos índices de aprovação ou barreiras geográficas), permanecem como generalistas, mesmo tendo anos de prática em áreas específicas. É nesse cenário de “gargalo” que a OMB quer surgir. O que propõe a nova Ordem (OMB)? A OMB se diz como uma alternativa baseada no pluralismo e na livre concorrência. O argumento deles é constitucional: a ideia de que nenhuma entidade privada (como a AMB) deveria ter o monopólio de dizer quem é ou não especialista em um país com as dimensões do Brasil. O contra-ataque: AMB e CFM Do outro lado, as entidades tradicionais não ficaram paradas. Para o CFM e a AMB, a criação de títulos fora do eixo oficial é um risco à segurança do paciente e pode gerar uma confusão imensa na população. A disputa já está nos tribunais, com decisões que ora protegem a liberdade de associação da OMB, ora reforçam as prerrogativas da AMB. RQE Atual vs. Proposta da OMB: O que muda na sua rotina? Independente de qual sigla saia vitoriosa dessa disputa, o fato é que a medicina brasileira está mudando. O modelo de exclusividade está sendo questionado e a demanda por transparência e acesso nunca foi tão alta. Seja qual for o seu lado nessa história, lembre-se: o título na parede é importante, mas o que sustenta o seu plantão é o conhecimento que você aplica e o respeito que você dedica ao paciente e aos colegas.
Calculadora de Gasometria Arterial

Calculadora de Gasometria Arterial pH PaCO₂ (mmHg) HCO₃⁻ (mEq/L) Base Excess (BE) PaO₂ (mmHg) SatO₂ (%) Interpretar Gasometria Arterial Ânion Gap / Delta Gap Fórmula de Winter Sódio (Na⁺) Cloro (Cl⁻) Calcular Ânion Gap Sabe aquele som da máquina de gasometria processando a amostra? Para quem está na UTI, na emergência ou no pós-operatório, aqueles segundos de espera parecem uma eternidade. A gasometria arterial é, talvez, um dos exames mais democráticos e viscerais da nossa rotina. O desafio do raciocínio clínico A gente sabe que, no papel, a teoria é linda. Mas, na vida real, a gaso chega no meio de uma intercorrência, com o monitor apitando e a cabeça cheia de outras pendências. É nessa hora que o Anion Gap, a Regra de Winter e as compensações esperadas começam a se misturar na mente cansada. Calcular se uma acidose metabólica está sendo compensada adequadamente ou entender a origem de um distúrbio complexo exige um esforço cognitivo enorme quando estamos há 10 horas de pé. Errar uma conta não é o que a gente quer para o nosso paciente. Uma ferramenta para complementar o seu raciocínio (e não para o lugar dele) Pensando em dar um “respiro” para a nossa rotina, criamos uma Calculadora de Interpretação Rápida de Gasometria. Ela foi desenhada para ser aquele colega que te ajuda a conferir o caminho. Além da interpretação básica, ela já entrega o cálculo do Ânion Gap e a Fórmula de Winter de forma instantânea. Um lembrete importante da nossa copa: A calculadora é uma ferramenta complementar. Ela não substitui o seu olho clínico, a história do paciente ou aquele “feeling” que só quem está à beira do leito desenvolve. Ela serve para validar o seu raciocínio, agilizar as contas chatas e te dar mais segurança para tomar a decisão final. A tecnologia deve servir para tirar o peso burocrático das nossas costas e nos deixar livres para o que realmente importa: o cuidado humano. Que essa ferramenta seja um apoio para que você se sinta mais seguro e menos sobrecarregado no próximo resultado que sair da máquina. A gente não precisa fazer tudo “no braço” para ser um bom profissional. Ser bom profissional é saber usar os recursos disponíveis para oferecer o melhor desfecho possível. Acesse, teste com seus próprios casos e diga o que achou.Isso aqui é construção coletiva da saúde.
Antibióticos e a nova resolução da enfermagem

A partir de agora, a lista de medicamentos que a enfermagem podem prescrever foi ampliada e inclui antibióticos conhecidos, como a amoxicilina, azitromicina e eritromicina. A mudança veio após a Anvisa e o Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) atualizarem seus sistemas, autorizando essa indicação. Como era de se esperar, o tema levantou poeira. O Conselho Federal de Medicina (CFM) já se manifestou contra, preocupado com as competências técnicas e a legislação. Mas, antes de a gente entrar nessa “guerra de conselhos”, vamos sentar aqui na copa e conversar sobre o que isso significa no dia a dia. Cofen e CFM A ideia do Cofen é clara: ampliar o acesso. Quem trabalha na Atenção Primária, em programas de saúde da família ou em regiões remotas, sabe como a agilidade faz diferença. Muitas vezes, o enfermeiro já acompanha aquele paciente de perto, conhece o histórico e segue protocolos rigorosos. Por outro lado, o CFM foca na exclusividade do diagnóstico médico e na formação específica para o manejo de certas drogas. Mas, cá entre nós: no leito do hospital ou na salinha do posto, o paciente não quer saber de disputa de títulos. Ele quer alívio, quer cura e quer ser visto. Na vida real, a gente já trabalha de forma mútua. O médico confia no olhar clínico do enfermeiro que está ali 24 horas, e o enfermeiro conta com o diagnóstico preciso do médico para guiar o plano de cuidado. Espaço para todos, foco no paciente A verdade é que a saúde é um território imenso e tem espaço para todo mundo. Quando a gente gasta energia discutindo “quem manda mais”, quem perde é o sistema. O avanço da enfermagem como prescritora em protocolos estabelecidos não precisa ser uma “invasão”, mas sim uma ferramenta para desafogar as filas e fazer a saúde chegar onde ela é mais urgente. Um respiro para quem está no meio disso Se você é enfermeiro e está feliz com a conquista, ou se é médico e está preocupado com os rumos da profissão, respira fundo. As instituições vão debater as leis e os tribunais vão dar a palavra final. Enquanto isso, aqui na realidade prática, o que sustenta o nosso trabalho é a confiança que temos um no outro. Nenhum carimbo é mais forte do que uma equipe que se respeita e trabalha junta. No final do plantão, o que a gente quer é o mesmo: ver o paciente recuperado e saber que fizemos o nosso melhor. Queremos saber a sua opinião sem julgamentos: Como você vê essa ampliação da prescrição pela Enfermagem no seu dia a dia? Você acredita que isso ajuda a agilizar o atendimento ou sente que precisamos de mais debate sobre a formação? Vem participar desse debate no nosso fórum. Vamos conversar com respeito, ouvindo quem está na linha de frente e entende a realidade da ponta.
ENAMED 2025: O que os números dizem sobre a formação médica?

Nesta segunda-feira (19), o MEC e o Ministério da Saúde divulgaram o balanço do Enamed 2025. Mais do que apenas notas, esses números traçam um mapa de como está o ensino médico no Brasil. O cenário atual: Luzes e alertas Ao todo, 351 cursos de medicina passaram pelo exame. O resultado geral traz um alento de certa forma, mas também pontos que pedem nossa atenção: A gente sabe que a faculdade é a nossa base, mas é no hospital, na UPA e no postinho que a teoria ganha rosto e nome. Por isso, a qualidade do ensino não é apenas um número no MEC; é a segurança de quem vai estar ao nosso lado no plantão. Um muro no final do caminho? A ideia em estudo pelo CFM é direta: alunos que ficaram nos conceitos 1 e 2 no Enamed não poderiam retirar o seu CRM. Estamos falando de um universo de aproximadamente 13 mil estudantes que, hoje, vivem a incerteza de saber se o diploma será suficiente para começar a trabalhar. Para o Conselho, a medida é uma forma de garantir que apenas quem demonstra o conhecimento mínimo necessário chegue ao paciente. Por outro lado, para quem está na ponta, sentindo o cansaço acumulado de seis anos, a notícia soa como uma punição individual por falhas que, muitas vezes, são do sistema de ensino. O que a gente vê nessa discussão é: Entre a técnica e a pessoa A gente sabe que a segurança do paciente é inegociável. Queremos bons médicos ao nosso lado no plantão, pessoas que saibam conduzir uma emergência com segurança. Mas aqui no Café na Copa, a gente também olha para quem está atrás do jaleco. Uma nota 1 ou 2 define toda a trajetória de um aluno? Ou reflete uma faculdade que deixou a desejar na infraestrutura e no ensino? Barrar o registro resolve o problema da qualidade da saúde no Brasil ou apenas isola o sintoma de uma doença maior na educação? Queremos ouvir quem está vivendo isso na pele: O que você acha dessa proposta do CFM? É uma medida necessária para a segurança do paciente ou uma injustiça com quem pagou caro (com tempo ou dinheiro) por uma formação que o MEC autorizou? A copa está aberta para o desabafo. Deixe seu comentário e vamos conversar sobre o futuro da nossa profissão lá no fórum.
11/10: Dia Mundial dos Cuidados Paliativos

Hoje, dia 11 de outubro de 2025, celebramos o Dia Mundial de Cuidados Paliativos, e o tema proposto pela Aliança Global de Cuidados Paliativos (WHPCA) de 2025 é “Achieving the Promise: Universal Access to Palliative Care”, mostrando o papel da nossa missão: levar o cuidado paliativo a todos que precisam, no momento certo. O Que São Cuidados Paliativos (CP)? Cuidados Paliativos são a abordagem que visa melhorar a qualidade de vida de pacientes (adultos e crianças) e suas famílias que enfrentam doenças que ameaçam a continuidade da vida. Logo, o foco principal é aliviar o sofrimento em todas as suas dimensões: física, psicossocial e espiritual. Logo, nosso objetivo não será exclusivamente na cura, mas sim proporcionar uma melhor qualidade de vida. Como Podemos Implementar os Cuidados Paliativos em meu Serviço? Apesar de sua importância, o Cuidados Paliativos ainda é visto por muitos profissionais como um tabu. Isso acontece por alguns motivos: Por onde iniciar o estudo em cuidados paliativos? A melhor maneira de combater o tabu é com conhecimento! Se você quer incorporar o CP na sua prática, comece por estas fontes: O que fazer para proporcionar um melhor cuidado? Qual foi a sua experiência mais marcante ao lidar com Cuidados Paliativos? Participe do nosso debate como esse tipo de cuidado transformou a vida de um paciente ou a sua própria prática profissional.
Talheres Assistivos Podem Mudar Nossas Condutas

No nosso dia a dia na saúde, nós, profissionais de saúde, estamos sempre em busca de soluções que tragam mais autonomia e qualidade de vida aos nossos pacientes. E a notícia de hoje é um presente para todos nós que lidamos com limitações motoras: a Tramontina, sim, a Tramontina que a gente conhece, lançou a linha ForAll de talheres assistivos! Essa é a primeira coleção desenvolvida e fabricada no Brasil, e não é só mais um produto. É o resultado de uma parceria inteligente com a ZON Design e a UFCSPA, com muita pesquisa e validação em laboratório. Mas e o que isso muda para a nossa prática diária? TUDO! A Lacuna que a Tramontina Preencheu: Quem trabalha com pacientes com Parkinson, AVC, tremores essenciais, artrose ou outras condições que afetam a coordenação e a força das mãos sabe o desafio que é a hora da refeição. E essa simples ação de comer pode se tornar frustrante, levar à desnutrição e impactar profundamente a dignidade e a autonomia. A equipe multiprofissional da UFCSPA achou uma solução: pesquisou as dificuldades e analisou as possibilidades existentes. O diagnóstico? Atualmente uma grande lacuna entre o que os pacientes precisavam e o que o mercado oferecia. A linha ForAll surge justamente para preencher essa lacuna, unindo tecnologia assistiva, funcionalidade e design. Avaliação da Necessidade e Funcionalidade O primeiro passo é reconhecer o problema do paciente. O profissional de saúde deve ir além do diagnóstico principal e avaliar ativamente a capacidade do paciente de realizar as Atividades Instrumentais de Vida Diária (AIVD’s). A dificuldade em se alimentar e preparar a própria comida é um indicador crítico de dependência. Ferramentas de Rastreio: Use as ferramentas que você já conhece! Por exemplo, a Escala de Barthel ou a Escala de Katz (para Atividades de Vida Diária – AVDs) ajudam a rastrear a capacidade de alimentação. Se a dificuldade é mais sutil, pode-se usar uma avaliação funcional específica de preensão ou coordenação. O importante é documentar a limitação e buscar a solução. A partir disso você pode analisar melhor a possiblidade de prescrição desses talheres, além de orientar melhor o seu paciente. É importante pensarmos que o talher assistivo ForAll deve ser visto como uma ferramenta terapêutica e não apenas um acessório, sendo incorporada como parte da reabilitação do paciente. Isso impacta na melhor aceitação da dieta, na maior autonomia, com um aumento da qualidade de vida para esses pacientes. Parceria entre indústria e academia A linha ForAll é um exemplo brilhante de como a indústria e a academia podem se unir para gerar soluções reais para a saúde. De fato nesse não é apenas um talher, é dignidade na ponta dos dedos. Logo, devemos buscar ativamente as soluções que devolvem a autonomia aos nossos pacientes.
Entenda as Fases da Pesquisa Clínica para Novos Medicamentos

Acredito que você tenha visto em vários sites e jornais a notícia do estudo inovador que está usando uma proteína criada em parceria de um laboratório brasileiro e a UFRJ (por meio da pesquisadora Tatiana Coelho de Sampaio) para ajudar pessoas a recuperar os movimentos depois de uma lesão medular. Mas você entende em que as fases de pesquisa clínica para novos medicamentos? Essa é uma pergunta fundamental. O caminho de um novo medicamento, desde a descoberta no laboratório até a aprovação para uso na população, é longo e rigoroso, algo normal nesse mundo. E entender essas etapas ajuda a gente a valorizar a ciência e a ter paciência com o processo. O Caminho do Medicamento até a Venda: Entenda as Fases da Pesquisa O desenvolvimento de qualquer medicamento passa por fases bem definidas para garantir que ele seja seguro e eficaz. E a Pesquisa da UFRJ? Apesar dos resultados promissores relatados pelos pesquisadores, o fato de o estudo ainda estar na fase pré-clínica do ponto de vista regulatório mostra a seriedade do processo. Mesmo sendo utilizado pacientes no estudo, o número foi baixo, sendo considerado ainda um estudo acadêmico. Então o próximo passo é a fase 01 de teste. Isso não desmerece o avanço, pelo contrário, reforça que os pesquisadores e a agência reguladora estão sendo extremamente cautelosos, seguindo todos os protocolos para garantir que, se e quando a substância for aprovada, ela seja o mais segura possível. Essa jornada é longa e cheia de desafios, mas a ciência precisa ser assim. É o que garante que as inovações que chegam até nós não são apenas promessas, mas tratamentos que realmente podem transformar vidas. Estaremos na torcida!
GAME: Como você gastaria o dinheiro se fosse prefeito?

Já parou para pensar no que faria se tivesse que gerir um orçamento da saúde, sabendo que o dinheiro nunca é suficiente para tudo? O dilema não é fácil, mas é a realidade de muitos gestores em saúde. Por isso, preparei um exercício para um grupo de profissionais da saúde, uma espécie de oficina prática para gerar debate. Aproveitem! Obs.: as orientações para moderador está em nosso fórum: https://cafenacopa.com.br/community/postid/9/ Instruções Imagine que você ou seu grupo de colegas receberam uma “emenda parlamentar” de 10 milhões de reais. A missão é, em conjunto, decidir como alocar esse valor para a saúde, dividindo o montante entre as categorias abaixo. O jogador/grupo deve chegar a um consenso ou, pelo menos, a uma decisão da maioria. As Categorias de Investimento: Gestor de Saúde — Distribua R$10 milhões Você é o gestor da saúde de um município. Sua missão é distribuir R$10 milhões entre diferentes áreas. No entanto, os recursos são limitados e cada grupo possui demandas específicas. Ao final, suas escolhas terão consequências sociais e políticas. Será que você consegue equilibrar as necessidades e evitar crises? Banco: Reiniciar Finalizar Relatório
Setembro Amarelo: Profissionais da Saúde, Cuidem-se!

O Setembro Amarelo chegou, e com ele o aumento das campanhas de prevenção ao suicídio. Esse é um mês onde falamos muito sobre a importância das pessoas buscarem ajuda, de estar atento aos sinais e de oferecer suporte assistencial. Nós, profissionais da saúde, assim como foi no covid, estamos na linha de frente dessa batalha, e muitas vezes somos os que mais orientam, acolhem e explicam tudo isso. Mas será que estamos levando as nossas próprias orientações a sério? Será que, na correria do dia a dia e na dedicação aos pacientes, não estamos nos esquecendo de cuidar de quem cuida? Participe do nosso debate no “Conversa na Copa” em:https://cafenacopa.com.br/community/postid/6/ Por Que o Setembro Amarelo é Duplamente Importante para Nós? Dicas Essenciais para Cuidar de Si Mesmo (e Que Você Já Sabe Porque Recomenda aos Outros!): Em resumo, o Setembro Amarelo nos lembra que a vida importa, e a vida dos profissionais de saúde importa demais! Não podemos ser o barco que salva outros barcos, mas afunda por não ter prestado atenção nos próprios furos.
