Gerador de Evolução Médica

Criamos um gerador de evolução médica que reúne todos os campos essenciais da avaliação do(a) médico(a) A ideia é simples: menos tempo escrevendo, mais tempo cuidando. Uma pausa a menos na sua rotina na dose certa. Como funciona? Todos os dados estão organizados em blocos simples de preencher, com opções em botões de seleção para os itens mais comuns. Basta marcar as opções e preencher os poucos campos abertos. Somente com um clique, o formulário gera automaticamente o texto da evolução, já formatado e pronto para copiar e colar no prontuário do paciente. Isso pode ser utilizado principalmente em sistemas de evolução que possuem campo aberto. Não precisa preencher todos campos obrigatoriamente, entretanto só irá aparecer na evolução final o que foi preenchido anteriormente. Informação importante: não armazenamos nenhuma informação preenchida. A ideia dessa ferramenta é somente facilitar a escrita da evolução, mantendo o detalhamento necessário. Aproveite e siga nosso instagram @cafenacopa.com.br. + Posts…
Posso dormir no plantão?

Para quem está de fora, pode parecer descaso. Para quem está lá dentro, no terceiro plantão da semana, a gente sabe que o cansaço não é apenas sono, é um risco real para a segurança do paciente. Mas o que diz a regra? Vamos sair do “ouvi dizer” e olhar para o que a lei e os conselhos determinam. O que diz a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) Pela CLT, o plantão de 12 horas (regime 12×36) prevê um intervalo intrajornada de 1 hora para repouso e alimentação. O Parecer CREMEC Nº 11/2021 (Conselho Regional de Medicina do Ceará) Este parecer é um marco importante porque traz o conceito de “Pausa para Descanso Alerta”. A Lei nº 14.602/2023 (Lei do Descanso Digno) Essa é a vitória mais recente para a Enfermagem, mas que serve de norte para toda a equipe multi. Ela determina que as instituições de saúde (públicas e privadas) são obrigadas a oferecer ambientes de repouso dignos. A Realidade vs. A Responsabilidade A lógica deve ser sempre a Segurança do Paciente: A importunação dos vereadores A cena vem se repetindo em vários locais do Brasil: um político, geralmente vereador, chega apontando a câmera para o rosto do médico ou da enfermeira nos horários de descanso, questionando a grande fila de pacientes, o tempo de espera ou a falta de um remédio, como se a culpa fosse de quem está atendendo. O impacto na equipe: Esse tipo de “fiscalização-espetáculo” gera um ambiente de medo e desconfiança. O profissional, que já lida com a pressão da doença, agora precisa lidar com o medo de ser “cancelado” por um vídeo editado sem contexto. O foco errado: Raramente o vídeo mostra a falta de insumos, o aparelho quebrado há meses ou o fato de que há apenas um médico para uma demanda de três. O foco é o “conflito”, porque é isso que gera engajamento em rede social. A quebra do sigilo: Ao gravar dentro de unidades de saúde, muitas vezes expõe-se não apenas o profissional, mas os próprios pacientes em momentos de vulnerabilidade, ferindo preceitos básicos de ética e privacidade. Se você passar por uma situação dessas no seu plantão ou na sua clínica, mantenha a calma. A nossa melhor defesa é a nossa postura técnica, direcionando o político ao gestor da unidade, mantendo a calma e a ética ( pois muitas vezes o que eles querem é o embate para gerar engajamento nas redes), e sempre relate ao seu conselho profissional (eles têm departamentos jurídicos prontos para lidar com o uso político da imagem do profissional). Como funciona o descanso no seu serviço? Existe um ambiente digno ou você ainda precisa improvisar com poltronas quebradas?
