Cursos EAD na saúde estão próximo do fim

Formar quem cuida de vidas exige presença. O aprendizado em saúde vai além de acumular horas de tela e absorver teoria. Exige toque, escuta ativa, trabalho em equipe, raciocínio clínico sob pressão e a vivência diária no ambiente real de assistência ao paciente. Devido a isso muitas críticas vem sendo dadas ao cursos EAD na área da saúde. Após uma trajetória de uma década de mobilização contínua de entidades representativas, conselhos profissionais e do controle social do SUS, a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara dos Deputados aprovou a redação final do Projeto de Lei nº 5.414/2016. O texto altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) para proibir a oferta de cursos de graduação da área da saúde e de educação física na modalidade a distância (EaD). O ensino EAD nos cursos da saúde O Ministério da Educação (MEC) já havia restringido a oferta 100% EaD para os cursos da saúde, exigindo cargas horárias mínimas de atividades práticas e presencial. Essa decisão foi impulsionada principalmente por pressões dos Conselhos Profissionais de Saúde e aprovações de diretrizes que vetam a formação puramente remota, mas ainda se enquadrando no formato semipresencial. Cursos de Graduação com oferta EaD/Semipresencial Estes cursos contam com parte da carga teórica a distância e encontros presenciais obrigatórios em polos e laboratórios para práticas, anatomia e estágios: Cursos Tecnólogos na Área da Saúde (Modalidade EaD/Semipresencial) Cursos de curta duração voltados à gestão, suporte e procedimentos específicos: Cursos com Proibição de ensino EAD A proliferação descontrolada de vagas de EaD na saúde em todo o Brasil acendeu um alerta máximo nos conselhos profissionais. O principal ponto da crítica ao modelo 100% à distância ou com carga presencial irrisória envolve aspectos estruturais sérios: Uma conquista histórica para a segurança do paciente O avanço da proposta representa um marco no combate à expansão desordenada do ensino superior na saúde. A proliferação do EaD sem a devida infraestrutura presencial compromete pontos indispensáveis da formação: Com a conclusão da tramitação na Câmara dos Deputados, a matéria segue para apreciação no Senado Federal. Cuidar de vidas exige presença, responsabilidade e rigor ético. Defender o ensino presencial na saúde é garantir que o profissional do futuro esteja verdadeiramente preparado para acolher e tratar o paciente com a dignidade que ele merece. Você concorda com o ensino EAD ou semipresencial na área da saúde? + posts…
