Integração SAMU aos Bombeiros no Mato Grosso (MT)

O governador de Mato Grosso (MT), Otaviano Pivetta, anunciou uma proposta de integrar o SAMU ao Corpo de Bombeiros, com o objetivo declarado de “reduzir a máquina pública”. Para nós, que vivemos o dia a dia da saúde, essa notícia acende um alerta vermelho. Afinal, estamos falando de otimização de recursos ou de uma mudança que pode comprometer o desfecho clínico dos nossos pacientes? O Cofen já se posicionou de forma técnica e firme, e vale a pena a gente destrinchar essa análise. O SAMU não é apenas “transporte” O ponto central que precisamos entender — e que o Cofen reforça — é que o SAMU não é um serviço de logística, mas uma política pública de saúde estratégica. Integração vs. Substituição O Cofen é muito claro: a integração entre as instituições é desejável, mas ela deve ser complementar e não substitutiva. Os Bombeiros são gigantes no salvamento, no desencarceramento e no controle de cenas de risco. No entanto, transferir as atribuições típicas do SAMU para uma instituição que já lida com falta de efetivo e alta demanda operacional pode gerar um gargalo perigoso.