Conflitos na Equipe Hospitalar

Senta aqui um minutinho. Vamos falar sobre algo que todo mundo que faz plantão conhece bem, mas que raramente discutimos com a seriedade que merece: os conflitos na equipe. No calor do pronto-atendimento ou no cansaço da UTI, uma resposta atravessada ou uma divergência de conduta parece apenas “coisa do dia a dia”. Mas a ciência e os dados mostram algo preocupante: 41% dos conflitos relatados têm consequências diretas no cuidado ao paciente. Quando a equipe não se entende, quem paga a conta é quem está deitado na maca. 41% dos conflitos relatados tiveram consequências percebidas para o cuidado ao paciente. Quais os tipos de conflitos mais comuns? O desentendimento entre nós não fica só na copa. Ele se transforma em falhas invisíveis que comprometem a segurança de quem cuidamos: Como os conflitos impactam o cuidado? O que fazer para evitar esses problemas? A gente sabe que trabalhar em hospital é lidar com pressão constante, mas não podemos normalizar o conflito como parte da rotina. Algumas mudanças de postura podem salvar vidas: Cuidar de quem está sofrendo já é pesado demais para que a gente ainda precise carregar o peso de um ambiente de trabalho tóxico. Ser gentil com o colega de equipe é, também, uma forma de cuidar do paciente. Toma seu café. Que o seu próximo plantão seja de trocas ricas, diálogos produtivos e, acima de tudo, de muita união em prol de quem confia a vida nas nossas mãos. Você já sentiu que um desentendimento na equipe prejudicou um atendimento? Como o seu serviço lida com essas tensões? O diálogo é a nossa melhor ferramenta de trabalho, tanto com o paciente quanto com o colega. Vamos conversar sobre como melhorar o clima no hospital!

(CFF) Farmácias agora dentro de Supermercados

A Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 2158/2023 que autoriza a instalação de farmácias dentro de supermercados. Após forte pressão e articulação dos conselhos de saúde, o texto final garantiu que a venda não seja feita em prateleiras comuns: o supermercado deverá ter uma farmácia completa e segregada, com a presença obrigatória do farmacêutico durante todo o horário de funcionamento e cumprimento integral das normas sanitárias. Não houve autorização para venda direta no corredor ou ao lado de produtos alimentícios. Para o farmacêutico que luta diariamente para que a farmácia seja reconhecida como um estabelecimento de saúde, e não apenas um comércio, essa notícia traz um sentimento misto. Por um lado, houve uma importante “redução de danos”: impedir que o medicamento fosse banalizado em prateleiras de supermercado foi uma vitória da assistência farmacêutica. Por outro, fica o questionamento: em um país que já sofre com altos índices de automedicação e possui uma das maiores densidades de farmácias do mundo, ampliar esses pontos de venda era realmente necessário? A saúde pública nem sempre caminha no mesmo passo das decisões políticas e econômicas. O desafio agora será garantir que essas novas unidades não se tornem “puxadinhos” comerciais, mas sim espaços reais de cuidado. O farmacêutico continua sendo a peça central dessa engrenagem. Caberá aos farmacêuticos, e aos órgãos de fiscalização, garantir que o medicamento continue sendo tratado como um bem de saúde, e não como uma mercadoria qualquer entre o arroz e o feijão. Como você vê essa expansão das farmácias para dentro dos supermercados? Você acredita que a presença obrigatória do farmacêutico será suficiente para manter o caráter de saúde desses locais?

(CFO) FNO e CFO somam forças pela categoria da odontologia

A Federação Nacional da Odontologia (FNO) e o Conselho Federal de Odontologia (CFO) iniciaram conversas para criar parcerias e convênios estratégicos. O objetivo é integrar as duas entidades para fortalecer a saúde fiscal da Federação e garantir apoio técnico e jurídico aos cirurgiões-dentistas de todo o Brasil. A ideia é alinhar as instituições para que a valorização da classe chegue tanto ao profissional quanto à sociedade. Para quem está com a turbina na mão o dia inteiro, as questões administrativas entre Federação e Conselho podem parecer distantes. Mas, na verdade, essa união é o que constrói a “rede de segurança” da profissão. Enquanto o Conselho foca na regulamentação e fiscalização, a Federação olha para os direitos e para a sustentabilidade da categoria. Ver essas duas mãos se apertando é um sinal de maturidade. Isso significa que, quando um dentista precisar de apoio jurídico ou de projetos de valorização, haverá uma estrutura mais robusta e menos fragmentada por trás dele. Em um mercado cada vez mais desafiador, saber que as entidades representativas estão “conversando a mesma língua” traz a sensação de que não estamos sozinhos na defesa da nossa dignidade profissional. Você costuma acompanhar o que as entidades da sua profissão estão fazendo por você? Como você sente que essa união entre Conselho e Federação poderia mudar o seu dia a dia no consultório ou no serviço público?

(COFEN) Conselho desarticula projeto para restrição de procedimentos estéticos

Após uma intensa mobilização do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), o Projeto de Lei que pretendia restringir procedimentos estéticos exclusivamente a médicos foi retirado de pauta na Câmara dos Deputados. Com isso, a atuação dos enfermeiros estetas permanece garantida sob as regulamentações atuais do Cofen, que definem os critérios de especialização e prática segura. A decisão permite que o debate continue sendo feito com base em evidências técnicas e na autonomia das profissões. Para o enfermeiro ou enfermeira que escolheu a estética, notícias de restrição de mercado geram uma angústia profunda. É o medo de ver o investimento em pós-graduação e a prática diária serem invalidados por uma canetada. A retirada do projeto de pauta é um alívio, mas também um lembrete: a nossa maior defesa não é apenas a lei, mas a excelência técnica e a segurança que é entregue ao paciente. Saúde estética é uma área onde várias profissões podem e devem conviver, desde que o foco seja o bem-estar de quem está na maca. Quando a discussão sai da “queda de braço” e volta para a formação e para a segurança, todos ganham. O enfermeiro esteta conquista seu espaço não “contra” ninguém, mas pelo valor que entrega em cada procedimento, com ética e respaldo. É hora de respirar fundo e continuar mostrando a força da categoria através de um cuidado rigoroso e humano. Você atua na área da estética ou conhece colegas que vivem essa realidade? Como você percebe essa convivência entre diferentes profissões no dia a dia do cuidado estético?

(CRO | CRN) O caso da suspensão de dentista em Mato Grosso

O Conselho Regional de Odontologia de Mato Grosso (CRO-MT) suspendeu cautelarmente por 30 dias o exercício profissional do cirurgião-dentista Pedro Gonçalves de Souza Junior. A decisão, que também inclui a abertura de um processo ético-disciplinar, foi motivada por condutas reiteradas de difamação contra nutricionistas e educadores físicos, além da oferta de “protocolos” de emagrecimento sem formação na área. O Conselho Regional de Nutrição (CRN-1) reforçou que a prática configura exercício ilegal da profissão e coloca em risco a saúde da população. Análise Trabalhar na saúde já é um desafio imenso por si só. Quando o ataque vem de dentro do nosso próprio ecossistema, o peso parece dobrar. A saúde não é uma competição de egos ou de “quem sabe mais”, mas um organismo vivo onde cada profissão ocupa um lugar essencial. Quando um profissional desmerece o conhecimento do outro ou ultrapassa seus limites técnicos, ele não está apenas quebrando uma regra do Conselho; ele está rompendo o pacto de confiança que mantém o time unido em prol do paciente. Ver os conselhos de Odontologia (CRO-MT) e Nutrição (CRN 1) agindo em conjunto para reestabelecer o respeito é um alento. O episódio nos lembra que a nossa autoridade técnica não nos dá o direito de ferir a dignidade alheia. No fim do dia, o que sustenta uma carreira longeva não é o número de seguidores ou a agressividade de um “protocolo”, mas a ética, o reconhecimento do saber do colega e a humildade de entender onde termina o meu papel e começa o do outro.

‘Ousar para mudar os rumos’: a história da Fisioterapia e Terapia Ocupacional no Brasil

Você já parou para pensar que o direito de exercer a Fisioterapia ou a Terapia Ocupacional, com a autonomia que temos hoje, não caiu do céu? Foi conquistado no “grito”, na ciência e, como diz o título do documentário lançado pelo COFFITO, na ousadia. O filme “Ousar para mudar os rumos”, de direção de Matheus Sampaio, foi lançado para celebrar os 50 anos da regulamentação das profissões fisioterapeuta e terapeuta ocupacional no Brasil. Mais do que uma homenagem, ele é um resgate necessário para quem, às vezes se sente cansado no dia a dia do hospital ou da clínica e esquece de onde viemos. Uma linha do tempo feita de lutas O documentário mergulha profundamente no início de tudo. Houve um tempo em que nossas profissões eram vistas apenas como técnicas auxiliares, sem o reconhecimento da nossa capacidade de diagnóstico e decisão clínica. Rostos que construíram o nosso caminho Um dos pontos mais emocionantes do documentário é ver e ouvir aqueles que abriram as portas para nós. O filme conta com a participação de vários nomes importantíssimos na história da Fisioterapia e da Terapia Ocupacional do Brasil, como Maria do Carmo Nascimento, Oseás Moura, Derivan Brito, Célia Cunha, Geraldo Barbosa, entre outros. São pioneiros e lideranças que dedicaram décadas de vida para que hoje pudéssemos ter um conselho forte e profissões respeitadas. Ver esses ícones compartilhando suas memórias nos faz sentir parte de uma linhagem de cuidado e resistência. É um lembrete de que não estamos sozinhos: somos a continuidade de um esforço coletivo. Ousar para os rumos que virão Mas o filme não olha apenas para o passado. Ele encara os desafios que ainda virão. Por que você precisa assistir? Este não é apenas um filme sobre o passado; é um guia de identidade. Entender as batalhas contra o Ato Médico ou a mobilização atual pelo Piso Salarial dá armas para defender nossa categoria com muito mais propriedade. Por isso, “Ousar para mudar os rumos” é uma obra obrigatória para todo profissional e, especialmente, para todo estudante. Se você está começando agora, precisa conhecer o alicerce onde está pisando. Se já está na estrada há tempo, precisa desse fôlego para lembrar por que escolheu o cuidado.

Calculadora da Pressão Arterial Média – PAM

Calculadora de Pressão Arterial Média (PAM) A PAM representa a pressão média nas artérias durante um ciclo cardíaco. Pressão Sistólica (PAS – mmHg) Pressão Diastólica (PAD – mmHg) Calcular PAM Vamos falar sobre aquele valor que, muitas vezes, a gente deixa passar batido no monitor enquanto foca apenas na Sistólica e na Diastólica. Se a pressão sistólica é a força do “soco” do coração e a diastólica é o descanso, a Pressão Arterial Média (PAM) é o que realmente importa para a sobrevivência dos tecidos. No fim das contas, a PAM é quem garante a perfusão. É ela quem diz se o sangue está conseguindo vencer a resistência dos vasos e chegar lá na ponta, no rim, no cérebro e no coração. Por que olhar para a PAM? Diferente da pressão de pico, a PAM representa a pressão constante à qual os órgãos estão submetidos durante todo o ciclo cardíaco. Como a nossa diástole dura o dobro do tempo da sístole, a média não é uma conta aritmética simples, mas sim ponderada. Para o paciente crítico, em choque ou em pós-operatório, a meta de ouro que a gente busca é quase sempre a PAM $\ge$ 65 mmHg. Abaixo disso, os órgãos começam a “passar fome” de oxigênio, e é aí que a disfunção orgânica começa a bater à porta. A conta que o monitor faz por você A fórmula clássica que a gente aprende é: Onde: PAD: Pressão Arterial Diastólica PAS: Pressão Arterial Sistólica Uma ferramenta para o seu raciocínio clínico Eu sei que no meio de um atendimento de urgência ou na correria da enfermaria, parar para fazer conta de cabeça é a última coisa que a gente quer. Por isso, para auxiliar na sua tomada de decisão e garantir que a meta de perfusão esteja sendo atingida, disponibilizamos uma calculadora de PAM. Ela serve como um suporte rápido. Especialmente naqueles casos em que a pressão está “limítrofe” (como um 90/50 mmHg), a calculadora te mostra rapidamente que a PAM está em 63 e que talvez seja hora de abrir o soro ou rever a droga vasoativa. Quando o sinal de alerta toca? (Foco na PAM) Geralmente, consideramos um paciente adulto como hemodinamicamente instável quando a PAM cai abaixo de 65 mmHg. Mas cuidado: esse número não é mágico. Para um paciente que é cronicamente hipertenso, uma PAM de 70 mmHg já pode significar hipoperfusão. Por outro lado, para um jovem atleta, 60 mmHg pode ser o basal. No entanto, na urgência, o “valor dos 65” é o que guia a nossa primeira linha de defesa. Sinais clínicos que acompanham a PAM baixa: O que fazemos quando a PAM cai? (Condutas) O manejo da instabilidade é como uma dança coordenada não tão simples. Não é só “subir a pressão”, é restaurar a vida nos tecidos. As condutas geralmente seguem este fluxo: Sempre Buscar a Causa Base: Tratar a pressão sem tratar a causa é como tapar o sol com a peneira. É choque séptico? Cardiogênico? Hipovolêmico? Obstrutivo? A conduta definitiva depende dessa resposta. Lidar com a instabilidade hemodinâmica exige estômago e técnica. É o momento em que a nossa presença faz toda a diferença entre a recuperação e o desfecho desfavorável. É cansativo, dá frio na barriga, mas é onde a nossa profissão mostra sua força mais bruta.

(CFM) Médico pode dividir dias entre paciente particular e de plano

O Conselho Federal de Medicina publicou o Parecer nº 1/2026, que reforça a legalidade de o médico organizar sua agenda de forma distinta para atendimentos particulares e por convênios. Na prática, o profissional tem autonomia para estabelecer horários e dias diferentes para cada modalidade, desde que respeite o que foi pactuado nos contratos vigentes com as operadoras de saúde. A medida visa dar mais previsibilidade e eficiência ao fluxo de trabalho no consultório. Quem vive a rotina de consultório sabe o equilíbrio delicado que é manter a sustentabilidade financeira sem abrir mão da qualidade do tempo com o paciente. A organização da agenda não é apenas uma questão de “fluxo de caixa”, mas de saúde mental para o profissional e de respeito para quem espera pelo atendimento. Ter a liberdade de separar esses momentos pode ser o caminho para sair de um modelo baseado puramente em volume e caminhar para um atendimento com mais presença e valor. No entanto, sabemos que no “mundo real” as pressões das operadoras e a demanda represada dos pacientes trazem dilemas éticos diários. O desafio da autonomia é saber usá-la para que o médico se sinta menos sobrecarregado e o paciente, independente da fonte pagadora, sinta que aquele tempo foi dedicado inteiramente a ele. A agenda, afinal, é a ferramenta que organiza o nosso encontro com o outro. Como você equilibra a sua agenda hoje? Você sente que essa autonomia ajuda a diminuir o cansaço do dia a dia ou as pressões externas ainda falam mais alto? Chega mais na nossa Copa. Os comentários é o lugar para a gente falar sobre os desafios da gestão e como proteger o nosso tempo sem perder a essência do cuidado.

(COFFITO) Nova carteira profissional para Fisios e TOs

O COFFITO publicou a Resolução nº 647/2026, que moderniza a Carteira de Identidade Profissional para Fisioterapia e Terapia Ocupacional. A principal novidade é a coexistência do modelo físico (estilo cartão em PVC, mais resistente) e do modelo digital, ambos com validade nacional e fé pública. Anote os prazos: Mudar de documento pode parecer apenas “mais uma burocracia” no meio de uma rotina já cheia, mas há um valor simbólico e prático aqui. A atualização para o formato digital e a gratuidade na troca inicial mostram um movimento de modernização que respeita o bolso do profissional. Para o profissional que corre entre clínicas, hospitais e atendimentos domiciliares, a versão digital no celular traz uma leveza bem-vinda: é uma coisa a menos para esquecer ou perder. No fim das contas, essa nova carteira é o símbolo de que a habilitação acompanha os novos tempos, garantindo que o direito de exercer a profissão esteja sempre à mão, de forma segura e digna. Você prefere o documento físico na carteira ou já aderiu totalmente ao digital no celular? Chega mais na nossa Copa. O fórum é o lugar para tirar dúvidas e compartilhar como essas mudanças facilitam (ou complicam) o seu dia a dia.

(COFEN) Instabilidade no Coren-PB: Entre a renúncia e os desafios da gestão

A enfermeira Rayra Beserra renunciou à presidência do Conselho Regional de Enfermagem da Paraíba (Coren-PB), após cinco anos à frente da autarquia. Embora tenha declarado motivos pessoais e o desejo de retornar ao convívio familiar, a saída ocorre em meio a uma crise institucional. Uma denúncia protocolada junto ao Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) por sete conselheiros regionais aponta supostas irregularidades administrativas e abuso de poder, como supostas decisões administrativas baseadas em critérios pessoais, repetição de nomes contemplados em detrimento de outros, realização de visitas ao interior sem conhecimento do conselheiro da região e controle de agendas para atender interesses particulares. A Corregedoria-Geral do Cofen já identificou “indícios suficientes” para abrir um processo administrativo disciplinar. O clima na Paraíba é descrito como de “instabilidade política”, com a nomeação de uma conselheira federal para emitir um parecer em 15 dias sobre os próximos passos da autarquia. Independente do desfecho das apurações, fica a reflexão sobre a importância da transparência e do respeito dentro das nossas próprias instituições. Se pregamos o acolhimento e a ética com os pacientes, precisamos que esses mesmos valores sustentem os lugares que nos representam. Que a enfermagem paraibana encontre o equilíbrio necessário para seguir sua luta maior — que é a valorização digna de cada profissional. Você sente que as crises nos Conselhos afastam o profissional da participação política ou, pelo contrário, mostram que precisamos estar mais atentos e presentes? Chega mais na nossa Copa. O fórum é o lugar para a gente processar esse sentimento quando as notícias institucionais são difíceis.