O Ministério da Saúde do Brasil inaugurou a primeira viatura do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) Indígena. A viatura, que começou a funcionar, será utilizada para atendimentos de urgência e emergência. Mas, qual é a diferença para outras unidades já existentes desse serviço?

Os Desafios Reais do SAMU Convencional

Primeiramente para entender a necessidade de um SAMU especializado, no caso o Samu indígena, a gente precisa olhar para alguns desafios no geral:

Vamos entender a diferença:

Imagine que você mora em uma comunidade distante, com rios e florestas em vez de ruas e avenidas. Agora, pense em uma emergência médica. Você confia que a ajuda vai chegar a tempo? Que ela estará preparada para lidar não apenas com o problema de saúde, mas também com a cultura e a língua da sua comunidade?

Ou melhor, imagine você profissional da saúde que deve ir a uma ocorrência em uma tribo indígena. Você saberá se comunicar da mesma forma que um nativo da tribo?

A equipe do SAMU Indígena?

Baseado em nossa reflexão o SAMU indígena veio justamente com essa proposta. Ele terá 14 profissionais, sendo cinco(5) técnicos de enfermagem, cinco(5) enfermeiros e quatro(4) condutores-socorristas. Sete(7), 50% da equipe, são profissionais de saúde indígenas que também falam guarani.

Os pacientes indígenas serão encaminhados para hospitais de referência da região que também conta com profissionais fluentes em guarani. 

Em resumo, ter um SAMU especializado é uma tentativa de reconhecer a diversidade do nosso país e de garantir que todos tenham direito a um atendimento de urgência de qualidade independentemente de onde vivam ou de sua cultura. Além disso, é dar voz e, principalmente, ação a uma causa de equidade em saúde que precisa ser abraçada por todos nós.


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