O elevador e o respeito que a gente merece

☕ O elevador, o cansaço e o respeito que a gente merece Sabe aquele momento do plantão em que a perna já está pesando, as costas reclamam e a única coisa que você quer é chegar logo ao andar de cima para checar um paciente ou, quem sabe, conseguir aqueles cinco minutos de descanso? Pois é. Agora imagina chegar na porta do elevador e encontrar um aviso dizendo que você, que cuida de todo mundo, não pode entrar. Que o seu lugar é na escada ou na rampa. Um hospital em Brasília tentou fazer exatamente isso: separou quem “podia” e quem “não podia” usar o elevador. Médicos e pacientes de um lado; enfermagem e outros profissionais do outro, de frente para a rampa. A notícia dói porque ela toca numa ferida que a gente conhece bem: a ideia de que existe uma hierarquia de importância dentro do hospital. Entenda o caso A nota de uma rede hospitalar em Brasília, que viralizou nas redes sociais, tinha a intenção declarada de “otimizar o fluxo de pessoas e garantir a segurança”. No entanto, o texto falhou drasticamente ao criar uma regra de uso dos elevadores que se tornou um símbolo de discriminação e desvalorização para grande parte dos profissionais de saúde. O comunicado tentava dividir o uso dos elevadores do hospital em categorias, mas o resultado final foi a segregação entre as classes profissionais. Comunicado Importante — Uso dos Elevadores Visando otimizar o fluxo de pessoas e garantir a segurança e o conforto de todos, informamos as seguintes orientações para o uso dos elevadores no hospital: • Elevadores Sociais: Exclusivo para pacientes e médicos. • Elevador Grande 01: Exclusivo para pacientes internados. • Elevador Grande 02: Exclusivo para terceiros e serviços. Atenção, Colaboradores(as) – A partir desta data, os elevadores devem ser utilizados de forma prioritária e exclusiva para: • Pacientes e seus acompanhantes • Acompanhamento e transporte de pacientes • Carrinhos de nutrição • Time da higiene • Equipe médica Solicitamos que todos os demais colaboradores priorizem o uso das rampas para circulação entre os andares, garantindo melhor fluxo, segurança e agilidade nos processos assistenciais e operacionais. Contamos com a colaboração de todos. A regra central era: se você não é paciente, acompanhante, não está empurrando um carrinho ou não é médico, você deve priorizar o uso das rampas. O Coren-DF (Conselho Regional de Enfermagem) interveio imediatamente, denunciando a prática como abusiva e discriminatória. A medida foi revogada. O Mito da Hierarquia e a Realidade da Interdependência Quem vive o dia a dia da saúde sabe que o hospital não é uma pirâmide com alguém no topo. É uma engrenagem. Quando um hospital tenta proibir o uso do elevador para uma categoria, ele não está apenas “otimizando o fluxo”, como dizia a nota oficial. Ele está dizendo, na prática, que o cansaço de uns importa menos que o de outros. Essa cultura de “doutores” contra “colaboradores” é antiga e, para ser sincero, já passou da hora de ficar no passado. A gente sabe que: Muitas vezes, essas ideias absurdas vêm de gestões que nunca sentiram o peso de um plantão de 12 horas ou de lideranças que ainda enxergam o hospital como um lugar de privilégios, e não de serviço. A Questão do Elevador: Um Símbolo de Desrespeito O ato de proibir a Enfermagem e outras categorias de usar elevadores é um símbolo. É um gesto que tenta impor uma segregação espacial e social, tratando uma categoria vital como “subalterna” e, ainda por cima, ignorando o desgaste físico de quem já está sobrecarregado. O profissional de saúde deve ser valorizado pela sua competência e responsabilidade, e não pelo seu título ou tempo de formação. Em um ambiente hospitalar, o tempo e a energia são recursos preciosos. Obrigá-los a usar escadas é um absurdo logístico e uma agressão à dignidade profissional. A Solução: Uma Cultura de Equidade e Colaboração O caminho para o futuro da saúde está na Equidade e na Colaboração Horizontal: A denúncia do Coren-DF e a fiscalização imediata são passos cruciais para derrubar essa prática abusiva. Mas a mudança real deve vir de dentro, da nossa mentalidade. Aqui na nossa “copa”, a gente quer te ouvir: Você já sentiu que o seu trabalho foi diminuído por regras assim? Já viveu alguma situação onde a hierarquia pesou mais que o bom senso? Clique na imagem abaixo e registre-se:
Você é viciado em redes sociais? Faça o teste!

As redes sociais fazem parte do nosso dia a dia — conectam, informam e até ajudam a relaxar. Mas você se torna viciado em redes sociais, os efeitos podem afetar o sono, a concentração e até o bem-estar emocional. Com isso, criamos esse teste para ajudá-lo(a) a refletir sobre seus hábitos digitais e identificar se o tempo nas redes está sob controle ou não. Logo, peço que responda com sinceridade — o resultado final mostrará o nível de dependência e dará uma breve orientação sobre o que fazer a seguir. 🧠 Você é viciado(a) em redes sociais? Ver resultado Por que participar dos fóruns é melhor do que se perder nas redes sociais? Nas redes sociais, somos bombardeados por uma infinidade de conteúdos diferentes — memes, vídeos, notícias, opiniões, propagandas e desabafos — tudo misturado em uma sequência que prende a atenção, mas muitas vezes impede o foco e a reflexão. Com isso, o excesso de estímulos faz com que a mente salte de um assunto para outro sem aprofundamento. Acontecendo dessa forma, pode gerar cansaço mental e até sensação de improdutividade. Os fóruns, por outro lado, são ambientes criados para conversas com propósito. Cada discussão acontece dentro de um tema específico, o que favorece o foco, o aprendizado e o compartilhamento de experiências de forma mais direta. Você não é interrompido por notificações, vídeos aleatórios ou conteúdos irrelevantes — apenas participa de trocas reais, com pessoas interessadas no mesmo assunto que você. Além disso, participar de um fórum estimula o pensamento crítico e o senso de comunidade. É um espaço para tirar dúvidas, trocar experiências e construir conhecimento de forma colaborativa. Concorda que é algo cada vez mais raro nas redes sociais, onde o ritmo acelerado e o excesso de estímulos dificultam o diálogo verdadeiro? O nosso Fórum “Conversa na Copa” foi criado especialmente para estudantes e profissionais da saúde que desejam um ambiente acolhedor, focado e livre de distrações. Conheça e participe das conversas — sua experiência pode inspirar e ajudar outros colegas da área.
