Ambulância no engarrafamento: como agir?

samu 192 preso no transito

Você já deve ter visto aquele vídeo que circulou recentemente: um médico, no meio de um engarrafamento caótico, precisando descer da ambulância para bater no vidro dos carros e implorar que abrissem caminho. É uma cena que dói. Dói porque mostra o desespero de quem tem uma vida nas mãos e se vê bloqueado por uma fila de carros à frente. Como motoristas deveriam agir nesses casos? Preparamos um material para que você, profissional de saúde, possa divulgar e ajudar na educação de todos Ambulância no engarrafamento: uma panela de pressão Quem trabalha no SAMU, no Resgate ou nos Bombeiros sabe que a cabine da ambulância se transforma em uma panela de pressão. O som da sirene, que já é alto lá fora, vira um ruído constante que enlouquce os nervos. O condutor precisa ter olhos de águia e paciência de monge. O pessoal lá atrás precisa se equilibrar para puncionar uma veia ou fazer uma massagem cardíaca enquanto o carro balança, freia e tenta desviar do caos. É exaustivo. E quando o trânsito trava de vez, a sensação de impotência é uma das piores que um profissional de saúde pode sentir. O que os motoristas dos carros precisam saber para ajudar? Muitas vezes, as pessoas não saem da frente por maldade, mas por puro pânico ou falta de saber para onde ir. Se você puder passar essa informação adiante, ou se você mesmo estiver dirigindo, aqui está o básico para abrir o caminho: Deixar de dar passagem a veículos de emergência (ambulâncias, bombeiros, polícia) em serviço é considerado uma infração gravíssima pelo Artigo 189 do CTB:  Dica Extra: Se você for multado por avançar um radar para dar passagem, guarde evidências (como o horário e a identificação da viatura) para um eventual recurso fundamentado no artigo de prioridade de trânsito.  Um “obrigado” para quem pilota essa missão A gente sabe que nem todo mundo vai agradecer. A gente sabe que vai ter motorista que vai fechar a frente de propósito ou pedestre que vai atravessar na hora errada. Mas queria deixar aqui um abraço para você, condutor socorrista, médico e enfermeiro de APH. Vocês são os mestres da improvisação em um cenário que ninguém controla. O trabalho de vocês começa muito antes do hospital, enfrentando o sol, a chuva e o asfalto que não coopera. Se hoje o trânsito foi difícil e você sentiu que o mundo não estava ajudando, calma. Você fez o seu melhor dentro do possível. A vida que você carrega aí atrás sabe que você está lutando por ela. Você que trabalha no APH, qual foi a situação mais difícil que já passou no trânsito? E você, motorista, já sentiu aquela “trava” sem saber para onde ir quando ouviu a sirene? Vamos trocar essas experiências no nosso fórum. Faça seu registro e nos mostre o seu relato.

Brasil tem primeira viatura do Samu Indígena. Qual a diferença?

O Ministério da Saúde do Brasil inaugurou a primeira viatura do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) Indígena. A viatura, que começou a funcionar, será utilizada para atendimentos de urgência e emergência. Mas, qual é a diferença para outras unidades já existentes desse serviço? Os Desafios Reais do SAMU Convencional Primeiramente para entender a necessidade de um SAMU especializado, no caso o Samu indígena, a gente precisa olhar para alguns desafios no geral: Vamos entender a diferença: Imagine que você mora em uma comunidade distante, com rios e florestas em vez de ruas e avenidas. Agora, pense em uma emergência médica. Você confia que a ajuda vai chegar a tempo? Que ela estará preparada para lidar não apenas com o problema de saúde, mas também com a cultura e a língua da sua comunidade? Ou melhor, imagine você profissional da saúde que deve ir a uma ocorrência em uma tribo indígena. Você saberá se comunicar da mesma forma que um nativo da tribo? A equipe do SAMU Indígena? Baseado em nossa reflexão o SAMU indígena veio justamente com essa proposta. Ele terá 14 profissionais, sendo cinco(5) técnicos de enfermagem, cinco(5) enfermeiros e quatro(4) condutores-socorristas. Sete(7), 50% da equipe, são profissionais de saúde indígenas que também falam guarani. Os pacientes indígenas serão encaminhados para hospitais de referência da região que também conta com profissionais fluentes em guarani.  Em resumo, ter um SAMU especializado é uma tentativa de reconhecer a diversidade do nosso país e de garantir que todos tenham direito a um atendimento de urgência de qualidade independentemente de onde vivam ou de sua cultura. Além disso, é dar voz e, principalmente, ação a uma causa de equidade em saúde que precisa ser abraçada por todos nós. Veja mais…