Janeiro Branco na Saúde: e quem cuida de quem veste o branco?

medica cansada

Você entra no hospital, na clínica ou na UBS e, logo na recepção dá de cara com os cartazes, um laço branco, frases sobre saúde mental e o lembrete de que “quem cuida da mente, cuida da vida”. A gente olha, concorda e logo segue para o próximo atendimento, para a próxima medicação ou para conferir o monitor que apita. Mas, cá entre nós: quantas vezes você parou para pensar no que o Janeiro Branco significa para você? É uma ironia da nossa profissão. Passamos o dia monitorando sinais vitais, mas raramente checamos o nosso próprio “pulso” emocional. O peso invisível do jaleco Cuidar cansa. E não, isso não é falta de amor pelo que você faz. É humano. A gente carrega histórias que não são nossas, decisões que pesam toneladas e uma pressão constante para não errar. Existe essa cultura silenciosa de que o profissional de saúde precisa ser invencível. Um herói de branco que não sente sono, não se estressa e não adoece. Mas a verdade é que, por baixo do jaleco, do pijama cirúrgico ou da farda, existe alguém que também: Saúde mental para nós não pode ser apenas um tema de campanha para o paciente. Precisa ser a nossa condição de trabalho. Pausar não é fraqueza A gente sabe tudo sobre fisiologia. Sabe que um músculo que não descansa, fadiga. A mente funciona igual. O Janeiro Branco é um convite para a gente tirar essa fama de herói e colocar o pé no chão. Reconhecer que você estar exausto não te faz menos profissional: te faz mais consciente. Cuidar da sua saúde mental pode ser: Aqui na nossa copa, a gente quer saber: Como você faz para “desligar” do hospital e cuidar da sua cabeça? Qual é o seu refúgio quando o plantão pesa demais? Compartilha com a gente. Às vezes, o seu jeito de se cuidar é o que outro colega está precisando ouvir hoje no nosso fórum. Registre-se no Conversa na Copa e faça parte do nosso grupo.

Ambulância no engarrafamento: como agir?

samu 192 preso no transito

Você já deve ter visto aquele vídeo que circulou recentemente: um médico, no meio de um engarrafamento caótico, precisando descer da ambulância para bater no vidro dos carros e implorar que abrissem caminho. É uma cena que dói. Dói porque mostra o desespero de quem tem uma vida nas mãos e se vê bloqueado por uma fila de carros à frente. Como motoristas deveriam agir nesses casos? Preparamos um material para que você, profissional de saúde, possa divulgar e ajudar na educação de todos Ambulância no engarrafamento: uma panela de pressão Quem trabalha no SAMU, no Resgate ou nos Bombeiros sabe que a cabine da ambulância se transforma em uma panela de pressão. O som da sirene, que já é alto lá fora, vira um ruído constante que enlouquce os nervos. O condutor precisa ter olhos de águia e paciência de monge. O pessoal lá atrás precisa se equilibrar para puncionar uma veia ou fazer uma massagem cardíaca enquanto o carro balança, freia e tenta desviar do caos. É exaustivo. E quando o trânsito trava de vez, a sensação de impotência é uma das piores que um profissional de saúde pode sentir. O que os motoristas dos carros precisam saber para ajudar? Muitas vezes, as pessoas não saem da frente por maldade, mas por puro pânico ou falta de saber para onde ir. Se você puder passar essa informação adiante, ou se você mesmo estiver dirigindo, aqui está o básico para abrir o caminho: Deixar de dar passagem a veículos de emergência (ambulâncias, bombeiros, polícia) em serviço é considerado uma infração gravíssima pelo Artigo 189 do CTB:  Dica Extra: Se você for multado por avançar um radar para dar passagem, guarde evidências (como o horário e a identificação da viatura) para um eventual recurso fundamentado no artigo de prioridade de trânsito.  Um “obrigado” para quem pilota essa missão A gente sabe que nem todo mundo vai agradecer. A gente sabe que vai ter motorista que vai fechar a frente de propósito ou pedestre que vai atravessar na hora errada. Mas queria deixar aqui um abraço para você, condutor socorrista, médico e enfermeiro de APH. Vocês são os mestres da improvisação em um cenário que ninguém controla. O trabalho de vocês começa muito antes do hospital, enfrentando o sol, a chuva e o asfalto que não coopera. Se hoje o trânsito foi difícil e você sentiu que o mundo não estava ajudando, calma. Você fez o seu melhor dentro do possível. A vida que você carrega aí atrás sabe que você está lutando por ela. Você que trabalha no APH, qual foi a situação mais difícil que já passou no trânsito? E você, motorista, já sentiu aquela “trava” sem saber para onde ir quando ouviu a sirene? Vamos trocar essas experiências no nosso fórum. Faça seu registro e nos mostre o seu relato.

Filmes e Séries que Nos Ensinam Sobre Cuidados Paliativos

filmes cuidados paliativos

No nosso dia a dia, somos treinados para lutar contra a doença e buscar a cura. No entanto, uma das partes mais profundas e humanizadas da nossa profissão em saúde reside nos Cuidados Paliativos (CP), sendo a arte de aliviar o sofrimento, garantir a dignidade e promover a qualidade de vida, mesmo quando a cura não é mais possível. Falando de arte, especialmente o cinema e a TV, tem o poder de nos fazer refletir sobre a finitude e a complexidade da vida. Por isso, preparamos para vocês uma lista de filmes e séries que abordam o tema, mostrando diferentes facetas sobre os cuidados paliativos, tanto da comunicação de más notícias à celebração da vida. Filmes e Séries Essenciais sobre Cuidados Paliativos Aqui estão produções que você pode assistir para aprofundar seu olhar sobre a humanização do cuidado, a autonomia do paciente e o luto: 1. Filmes que abordam a finitude e dignidade 2. Filmes que falam sobre comunicação e enfretamento da partida 3. Filmes que abordam a humanização e empatia Outras Obras que Abordam os Cuidados Paliativos Para aqueles que buscam mais referências a lista é extensa: Assistir a essas produções pode ser um excelente exercício de reflexão sobre a nossa prática. Elas nos ajudam a entender que o paciente em Cuidados Paliativos é uma pessoa integral, que apresenta medos, desejos e histórias que vão muito além dos prontuários e dos exames. Qual desses filmes teve o maior impacto na sua visão sobre o cuidado humanizado? Compartilhe sua reflexão em nosso fórum!

Viralizou: Internato é Estudo ou Exploração? A Polêmica que Divide a Medicina

A fofoca que viralizou nos grupos de WhatsApp desta semana joga luz sobre um debate que é tão antigo quanto a residência médica: o limite da jornada de trabalho e a cultura de exploração no internato na medicina. O áudio de um interno ameaçando processar o R1 e a faculdade caso ficasse mais de 8 horas no estágio acendeu o pavio. Mas o ponto-chave da confusão não foi apenas o tempo, e sim a resposta: a jornada de 8h ser totalmente “picotada” (por exemplo: 5h-8h, 12h-14h, 20h-00h), exigindo que o interno ficasse à disposição o dia todo. De um lado, a velha guarda e os R’s, criticando a falta de dedicação. Do outro, a nova geração e a lei, exigindo o respeito aos direitos. Agora vamos analisar os pontos quentes dessa discussão que afeta a todos nós: Os diferentes argumentos: O cerne da polêmica reside em duas visões opostas sobre o internato: O Equilíbrio Necessário: Intensidade com Dignidade Concordamos que um médico que fez “só o básico” no internato pode se tornar um risco. O treinamento precisa de dedicação maior. Mas essa dedicação não pode vir à custa de jornadas desumanas ou abuso. A solução não está em brigar pelas 8 horas exatas, mas em valorizar o tempo de aprendizado. O bom interno quer ficar, desde que o tempo extra seja produtivo e não servindo apenas como mão de obra barata. Logo o desafio é: Como honrar a necessidade de um treinamento intensivo (que exige tempo) e, ao mesmo tempo, garantir os direitos e a saúde mental do estudante/residente? Hora da Discussão! Onde está o erro? Na mentalidade do estudante que só busca o status, ou na estrutura exploratória da Medicina que romantiza o sofrimento? Seja sincero: Você já sentiu que seu estágio/residência estava te explorando? Ou você acha que o interno está desperdiçando a melhor oportunidade de aprendizado? Deixe sua opinião e vamos debater no nosso fórum!

🧦 GAME: Qual meia você deve usar no próximo plantão? Descubra com nosso teste!

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Se tem uma coisa que todo profissional de saúde sabe é que cada plantão tem sua própria temperatura. Às vezes parece um caos de intercorrências, outras vezes mais parece um dia de spa (ok, quase nunca 😅). Pensando nisso, criamos um teste: “Qual meia você deve usar no próximo plantão hospitalar?” Responda as perguntas e descubra. A ideia é simples: você responde algumas perguntas sobre o que rolou no seu último plantão hospitalar. No final, o jogo calcula sua pontuação e revela qual tipo de meia combina com você. Chegou a hora de comparar os resultados e ver quem realmente tem o “pé frio” do setor. Compare com os seus colegas do plantão para verificar quem é o “pé-frio” e o “pé-quente” da equipe. 🧦 Descubra qual meia usar no próximo plantão Responda de acordo com o que aconteceu no seu último plantão. 1) No último plantão, quantas admissões de pacientes? 2) No último plantão, quantas altas de pacientes? 3) No último plantão, quantas PCRs (paradas cardiorrespiratórias) ocorreram? 4) No último plantão, quantos óbitos ocorreram? 5) No último plantão, quantas intubações foram feitas? 6) No último plantão, quantas extubações foram feitas? 7) No último plantão, quantos pacientes ficaram desorientados/agitados? 8) No último plantão, quantos procedimentos com intercorrências ocorreram? 9) No último plantão, quantas vezes você foi chamado no repouso/copa por intercorrências? 10) No último plantão, houve quantas confusões (com equipe ou familiares)? Descobrir minha meia 🧦 🔄 Jogar de novo

Agentes Comunitários são protagonistas na saúde pública do Brasil

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Em um país com dimensões continentais e disparidades socioeconômicas como o Brasil, garantir o acesso à saúde de qualidade para toda a população é um desafio monumental. Nesse cenário, os Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e Agentes de Combate às Endemias (ACE) assumem um papel fundamental, atuando como protagonistas na construção de um futuro mais saudável para nação, melhorando assim a saúde pública do Brasil cada vez mais. Os ACS’s e ACE1s conhecem profundamente a realidade local através de visitas domiciliares e contato direto com as famílias. Com isso, eles mapeiam as necessidades da comunidade, identificando os grupos mais vulneráveis e os principais problemas de saúde. Principais desafios enfrentados pelos Agentes Comunitários de Saúde e Endemias no Brasil: Os Agentes Comunitários são pilares da Estratégia Saúde da Família e peças fundamentais para o avanço da saúde pública no Brasil. Reconhecer seu valor, investir em sua formação e qualificação, e garantir condições dignas de trabalho é essencial para construir um futuro mais saudável para todos os brasileiros. Recentemente foi aprovado o piso salarial desses agentes, sempre equivalente a 02 salários mínimos, e atualmente de R$ 3.036,00, equivalente a duas vezes o salário mínimo nacional de R$ 1.518,00. A PEC 18/22 que tramita em Brasília quer elevar esse piso para o equivalente a 03 salários mínimos. Fortalecer a atuação dos ACS significa fortalecer o SUS e garantir o direito à saúde de qualidade para toda a população. Você é ou conhece algum Agente de Saúde? Dê sua opinião sobre quais são as principais dificuldades e possíveis soluções.