‘Ousar para mudar os rumos’: a história da Fisioterapia e Terapia Ocupacional no Brasil

Você já parou para pensar que o direito de exercer a Fisioterapia ou a Terapia Ocupacional, com a autonomia que temos hoje, não caiu do céu? Foi conquistado no “grito”, na ciência e, como diz o título do documentário lançado pelo COFFITO, na ousadia. O filme “Ousar para mudar os rumos”, de direção de Matheus Sampaio, foi lançado para celebrar os 50 anos da regulamentação das profissões fisioterapeuta e terapeuta ocupacional no Brasil. Mais do que uma homenagem, ele é um resgate necessário para quem, às vezes se sente cansado no dia a dia do hospital ou da clínica e esquece de onde viemos. Uma linha do tempo feita de lutas O documentário mergulha profundamente no início de tudo. Houve um tempo em que nossas profissões eram vistas apenas como técnicas auxiliares, sem o reconhecimento da nossa capacidade de diagnóstico e decisão clínica. Rostos que construíram o nosso caminho Um dos pontos mais emocionantes do documentário é ver e ouvir aqueles que abriram as portas para nós. O filme conta com a participação de vários nomes importantíssimos na história da Fisioterapia e da Terapia Ocupacional do Brasil, como Maria do Carmo Nascimento, Oseás Moura, Derivan Brito, Célia Cunha, Geraldo Barbosa, entre outros. São pioneiros e lideranças que dedicaram décadas de vida para que hoje pudéssemos ter um conselho forte e profissões respeitadas. Ver esses ícones compartilhando suas memórias nos faz sentir parte de uma linhagem de cuidado e resistência. É um lembrete de que não estamos sozinhos: somos a continuidade de um esforço coletivo. Ousar para os rumos que virão Mas o filme não olha apenas para o passado. Ele encara os desafios que ainda virão. Por que você precisa assistir? Este não é apenas um filme sobre o passado; é um guia de identidade. Entender as batalhas contra o Ato Médico ou a mobilização atual pelo Piso Salarial dá armas para defender nossa categoria com muito mais propriedade. Por isso, “Ousar para mudar os rumos” é uma obra obrigatória para todo profissional e, especialmente, para todo estudante. Se você está começando agora, precisa conhecer o alicerce onde está pisando. Se já está na estrada há tempo, precisa desse fôlego para lembrar por que escolheu o cuidado.
(COFFITO) Nova carteira profissional para Fisios e TOs

O COFFITO publicou a Resolução nº 647/2026, que moderniza a Carteira de Identidade Profissional para Fisioterapia e Terapia Ocupacional. A principal novidade é a coexistência do modelo físico (estilo cartão em PVC, mais resistente) e do modelo digital, ambos com validade nacional e fé pública. Anote os prazos: Mudar de documento pode parecer apenas “mais uma burocracia” no meio de uma rotina já cheia, mas há um valor simbólico e prático aqui. A atualização para o formato digital e a gratuidade na troca inicial mostram um movimento de modernização que respeita o bolso do profissional. Para o profissional que corre entre clínicas, hospitais e atendimentos domiciliares, a versão digital no celular traz uma leveza bem-vinda: é uma coisa a menos para esquecer ou perder. No fim das contas, essa nova carteira é o símbolo de que a habilitação acompanha os novos tempos, garantindo que o direito de exercer a profissão esteja sempre à mão, de forma segura e digna. Você prefere o documento físico na carteira ou já aderiu totalmente ao digital no celular? Chega mais na nossa Copa. O fórum é o lugar para tirar dúvidas e compartilhar como essas mudanças facilitam (ou complicam) o seu dia a dia.
A conta que a gente esquece de fazer: quanto custa o valor da sua consulta?

Você já teve aquela sensação no final do mês, de que trabalhou como um louco, atendeu dezenas de pessoas, mas a conta bancária e o seu nível de cansaço simplesmente não batem? A gente senta, toma um café rápido e volta para o próximo paciente, muitas vezes sem coragem de encarar os números. Com isso nunca sabemos qual valor da consulta seria ideal para a nossa rotina. Falar de dinheiro na saúde ainda é um tabu. Parece que, se cobrarmos o que é justo, estamos sendo “menos humanos”. Mas a verdade é o oposto: um profissional exausto e financeiramente sufocado não consegue oferecer o melhor cuidado. Quanto custa meu atendimento? Para tirar esse peso das suas costas e trazer um pouco de clareza para a sua rotina, criamos a Calculadora de Valor do Atendimento. Ela não é uma regra, nem vai te dizer “o que” cobrar. Pense nela como um espelho. Muitas vezes, a gente subestima o que entrega. O seu atendimento não são apenas os 40 ou 60 minutos em que o paciente está na sua frente. Para aquele momento acontecer, existe: Como calcular o valor da minha consulta? Para que o resultado seja o mais fiel possível à sua realidade, tente preencher cada campo com um olhar generoso sobre o seu próprio esforço: 1. Seus custos fixos: Não é só o aluguel. Coloque aqui tudo o que você gasta para “existir” profissionalmente: CRP/CRM/CREFITO, softwares de prontuário, internet, deslocamento e até aquele curso de atualização. Mesmo se você atende online, seu trabalho tem custo. 2. Sua meta de renda: Esqueça o valor de “sobrevivência”. Pense em quanto você precisa para viver com dignidade, ter lazer, se alimentar bem e fazer uma reserva. Se você não define sua meta, o mercado define por você. 3. Volume de atendimentos: Seja realista. Quantas pessoas você consegue atender por mês sem chegar ao esgotamento? Lembre-se de descontar as faltas e o tempo necessário para respirar entre um paciente e outro. 4. O tempo real do cuidado: Seu atendimento não são apenas os minutos com o paciente na sala. Calcule também o tempo que você gasta escrevendo a evolução, estudando o caso e respondendo mensagens. Se o olho no olho dura 40 minutos, mas o trabalho total leva 60, o número real é 60. 5. Complexidade e responsabilidade: Nem todo atendimento pesa igual. Ajuste o nível de complexidade conforme a carga emocional e o risco envolvido. Reconhecer a complexidade não é ego, é honestidade técnica. Calculadora de Valor do Atendimento Esta ferramenta é apenas uma estimativa educacional para ajudar profissionais da saúde a refletirem sobre o valor mínimo sustentável do seu atendimento. Custos mensais (R$) Meta de renda mensal (R$) Atendimentos por mês Tempo médio por atendimento (min) Complexidade do atendimento BaixaModeradaAlta Calcular valor mínimo 💡 Este valor não define quanto você deve cobrar, mas quanto seu atendimento precisa valer para ser sustentável. Sustentabilidade também é ética Quando a gente não define uma meta de renda a partir do valor da consulta e um limite saudável de atendimentos, o mercado define por nós. E o mercado, geralmente, puxa para baixo. Se a conta não fecha, alguém está pagando a diferença. E na maioria das vezes quem paga é a sua saúde, o seu tempo com a família ou a sua paciência com quem você ama. Cuidar de si para poder cuidar do outro não é egoísmo, é sustentabilidade. Use a calculadora tranquilamente. Caso o resultado mostre que você deveria estar cobrando mais do que cobra hoje, não se culpe: use essa informação como uma bússola para pequenos ajustes futuros. O objetivo é que você possa trabalhar com dignidade, sem precisar se esgotar para pagar as contas básicas. Afinal, a medicina, a fisioterapia, a nutrição, a enfermagem, etc; são paixões, mas também são a nossa fonte de renda. Toma seu café. Olhar para os números pode dar um frio na barriga, mas é o primeiro passo para você voltar a respirar aliviado no final do mês.
Calculadora de Volume Corrente na Ventilação Mecânica

Ventilação Mecânica Estatura, peso ideal e volume corrente Sexo Homem Mulher Método de estimativa da estatura Semi-envergadura Altura do joelho Semi-envergadura (cm) Altura do joelho (cm) Idade (anos) Calcular Resultados Estatura estimada: cm Peso ideal: kg 4 mL/kg 6 mL/kg 8 mL/kg Qual é o objetivo da calculadora? O principal objetivo da calculadora é estimar a estatura e o peso ideal do paciente, mesmo quando não é possível medir a altura real, e a partir disso sugerir volumes correntes adequados, baseados em mL/kg de peso ideal. Essa abordagem é especialmente útil em situações comuns na prática: Como a estatura é estimada? A calculadora permite duas formas validadas de estimativa da estatura: O usuário escolhe o método mais adequado para o cenário clínico e informa os dados solicitados. Em muitos cenários clínicos, especialmente em unidades de terapia intensiva, pronto-socorro e enfermarias, não é possível medir a altura real do paciente de forma confiável. No entanto, a estatura é uma variável fundamental, pois está diretamente relacionada ao tamanho pulmonar e, consequentemente, ao ajuste adequado da ventilação mecânica. Por isso, a calculadora utiliza métodos indiretos validados para estimar a estatura, a partir de medidas corporais simples, permitindo maior precisão mesmo em pacientes acamados. A ferramenta oferece duas opções de estimativa: Estimativa pela semi-envergadura do braço Esse método utiliza a medida da semi-envergadura, que corresponde à distância do esterno até a extremidade do dedo médio, com o braço estendido lateralmente. As fórmulas utilizadas são: Mulheres:Estatura (cm) = (1,35 × semi-envergadura em cm) + 60,1 Homens:Estatura (cm) = (1,40 × semi-envergadura em cm) + 57,8 Esse método é especialmente útil quando o paciente não consegue permanecer em posição ortostática ou quando a mobilização é limitada. Estimativa pela altura do joelho A estimativa da estatura pela altura do joelho é amplamente utilizada em pacientes idosos, acamados ou com deformidades posturais. Esse método considera, além da medida do joelho ( com o joelho semifletido a 90º), a idade do paciente, tornando a estimativa mais ajustada à realidade clínica. As fórmulas utilizadas são: Mulheres:Estatura (cm) = [(2,02 × altura do joelho em cm) − (0,04 × idade em anos)] + 64,19 Homens:Estatura (cm) = [(1,83 × altura do joelho em cm) − (0,24 × idade em anos)] + 84,88 A estatura estimada por um desses métodos é então utilizada para o cálculo do peso corporal ideal, que servirá de base para a definição dos volumes correntes na ventilação mecânica. Como o peso ideal é calculado? Após estimar a estatura, a calculadora utiliza fórmulas clássicas para estimar o peso ideal, específicas para homens e mulheres: Homens:Peso ideal (kg) = 50 + 0,91 × (altura em cm − 152,4) Mulheres:Peso ideal (kg) = 45,5 + 0,91 × (altura em cm − 152,4) Essas fórmulas partem de um valor basal e acrescentam um fator proporcional à altura acima de 152,4 cm, refletindo de forma mais adequada o volume pulmonar esperado para cada paciente. O peso ideal obtido é então utilizado como base para o cálculo dos volumes correntes em mL/kg, permitindo uma abordagem mais segura e individualizada da ventilação mecânica. ⚠️ Importante lembrar Esta calculadora é uma ferramenta de apoio à decisão clínica. Ela não substitui a avaliação médica ou fisioterapêutica completa, nem o julgamento clínico baseado no contexto do paciente, mecânica respiratória, gasometria e objetivos terapêuticos. Referências ARDSNET; BROWER, R.G.; MATTHAY, M.A.; MORRIS, A.; SCHOENFELD, D. THOMPSON, B.T.; WHEELER, A. Ventilation with lower tidal volumes as compared with traditional tidal volumes for acute lung injury and the acute respiratory distress syndrome. N Engl J Med. v. 342, n.18, p. 1301–1308, 2000. Daradkeh, Ghazi & Essa, Musthafa & Guizani, Nejib. (2016). Handbook for Nutritional Assessment through Life Cycle. EATON–EVANS, J. NUTRITIONAL ASSESSMENT | Anthropometry*. Encyclopedia of Human Nutrition, p. 311–318, 2005.
🧦 GAME: Qual meia você deve usar no próximo plantão? Descubra com nosso teste!

Se tem uma coisa que todo profissional de saúde sabe é que cada plantão tem sua própria temperatura. Às vezes parece um caos de intercorrências, outras vezes mais parece um dia de spa (ok, quase nunca 😅). Pensando nisso, criamos um teste: “Qual meia você deve usar no próximo plantão hospitalar?” Responda as perguntas e descubra. A ideia é simples: você responde algumas perguntas sobre o que rolou no seu último plantão hospitalar. No final, o jogo calcula sua pontuação e revela qual tipo de meia combina com você. Chegou a hora de comparar os resultados e ver quem realmente tem o “pé frio” do setor. Compare com os seus colegas do plantão para verificar quem é o “pé-frio” e o “pé-quente” da equipe. 🧦 Descubra qual meia usar no próximo plantão Responda de acordo com o que aconteceu no seu último plantão. 1) No último plantão, quantas admissões de pacientes? 2) No último plantão, quantas altas de pacientes? 3) No último plantão, quantas PCRs (paradas cardiorrespiratórias) ocorreram? 4) No último plantão, quantos óbitos ocorreram? 5) No último plantão, quantas intubações foram feitas? 6) No último plantão, quantas extubações foram feitas? 7) No último plantão, quantos pacientes ficaram desorientados/agitados? 8) No último plantão, quantos procedimentos com intercorrências ocorreram? 9) No último plantão, quantas vezes você foi chamado no repouso/copa por intercorrências? 10) No último plantão, houve quantas confusões (com equipe ou familiares)? Descobrir minha meia 🧦 🔄 Jogar de novo
Comissão aprova piso salarial nacional para fisioterapeutas e TO’s

o projeto do piso salarial nacional para fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais deu um passo gigante. O valor proposto para o piso é de R$ 4.650 para jornadas semanais de trabalho de 30 horas.
Qual é o seu perfil durante a pausa do café do plantão?

Médicos, enfermeiros, fisioterapeutas…todos amam um café durante a pausa do plantão?
