(CFF) Farmácias agora dentro de Supermercados

A Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 2158/2023 que autoriza a instalação de farmácias dentro de supermercados. Após forte pressão e articulação dos conselhos de saúde, o texto final garantiu que a venda não seja feita em prateleiras comuns: o supermercado deverá ter uma farmácia completa e segregada, com a presença obrigatória do farmacêutico durante todo o horário de funcionamento e cumprimento integral das normas sanitárias. Não houve autorização para venda direta no corredor ou ao lado de produtos alimentícios. Para o farmacêutico que luta diariamente para que a farmácia seja reconhecida como um estabelecimento de saúde, e não apenas um comércio, essa notícia traz um sentimento misto. Por um lado, houve uma importante “redução de danos”: impedir que o medicamento fosse banalizado em prateleiras de supermercado foi uma vitória da assistência farmacêutica. Por outro, fica o questionamento: em um país que já sofre com altos índices de automedicação e possui uma das maiores densidades de farmácias do mundo, ampliar esses pontos de venda era realmente necessário? A saúde pública nem sempre caminha no mesmo passo das decisões políticas e econômicas. O desafio agora será garantir que essas novas unidades não se tornem “puxadinhos” comerciais, mas sim espaços reais de cuidado. O farmacêutico continua sendo a peça central dessa engrenagem. Caberá aos farmacêuticos, e aos órgãos de fiscalização, garantir que o medicamento continue sendo tratado como um bem de saúde, e não como uma mercadoria qualquer entre o arroz e o feijão. Como você vê essa expansão das farmácias para dentro dos supermercados? Você acredita que a presença obrigatória do farmacêutico será suficiente para manter o caráter de saúde desses locais?

(CFF) O debate sobre a quebra de patente do Mounjaro

A Câmara dos Deputados aprovou, com 337 votos favoráveis, o regime de urgência para o projeto de lei que prevê a quebra de patente dos medicamentos Mounjaro e Zepbound (tirzepatida). A medida visa permitir que outros laboratórios produzam o fármaco, reduzindo custos e facilitando a incorporação pelo SUS. Com a urgência, o texto segue direto para votação em plenário, sem passar pelas comissões. A Análise: Para quem está na linha de frente, a “novidade do momento” nas prescrições costuma vir acompanhada de um abismo: o acesso. Ver um movimento que busca baratear uma tecnologia tão eficaz é, em teoria, um alento para quem lida com pacientes que não conseguem arcar com tratamentos de alto custo. No entanto, a quebra de patente do mounjaro é um tema sensível, que mexe com incentivos à pesquisa e com a sustentabilidade da indústria que cria essas moléculas. Vamos conversar? Como você vê essa corrida pela tirzepatida no seu dia a dia? Você sente que a quebra de patente ajudaria a organizar o acesso ou teme que isso mude a segurança do tratamento? Chega mais na nossa Copa. O fórum é o lugar para a gente desabafar sobre as dificuldades do acesso e compartilhar nossas percepções sobre o que realmente muda na vida do paciente.