(CFF) Farmácias agora dentro de Supermercados

A Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 2158/2023 que autoriza a instalação de farmácias dentro de supermercados. Após forte pressão e articulação dos conselhos de saúde, o texto final garantiu que a venda não seja feita em prateleiras comuns: o supermercado deverá ter uma farmácia completa e segregada, com a presença obrigatória do farmacêutico durante todo o horário de funcionamento e cumprimento integral das normas sanitárias. Não houve autorização para venda direta no corredor ou ao lado de produtos alimentícios. Para o farmacêutico que luta diariamente para que a farmácia seja reconhecida como um estabelecimento de saúde, e não apenas um comércio, essa notícia traz um sentimento misto. Por um lado, houve uma importante “redução de danos”: impedir que o medicamento fosse banalizado em prateleiras de supermercado foi uma vitória da assistência farmacêutica. Por outro, fica o questionamento: em um país que já sofre com altos índices de automedicação e possui uma das maiores densidades de farmácias do mundo, ampliar esses pontos de venda era realmente necessário? A saúde pública nem sempre caminha no mesmo passo das decisões políticas e econômicas. O desafio agora será garantir que essas novas unidades não se tornem “puxadinhos” comerciais, mas sim espaços reais de cuidado. O farmacêutico continua sendo a peça central dessa engrenagem. Caberá aos farmacêuticos, e aos órgãos de fiscalização, garantir que o medicamento continue sendo tratado como um bem de saúde, e não como uma mercadoria qualquer entre o arroz e o feijão. Como você vê essa expansão das farmácias para dentro dos supermercados? Você acredita que a presença obrigatória do farmacêutico será suficiente para manter o caráter de saúde desses locais?

(CFF) Vacina nacional contra a dengue chega ao SUS

O Governo Federal anunciou o início da vacinação contra a dengue para todos os profissionais de saúde da atenção primária do SUS. O imunizante utilizado será a Butantan-DV, a primeira vacina do mundo em dose única e 100% brasileira, protegendo contra os quatro sorotipos da doença. O Ministério da Saúde já adquiriu 3,9 milhões de doses para garantir que quem está na ponta do atendimento receba essa proteção prioritária. Muitas vezes, a gente se acostuma tanto a ser quem aplica a vacina, quem orienta o paciente e quem combate o foco do mosquito, que esquece que também somos vulneráveis. Ver a chegada de uma tecnologia nossa, pensada para a nossa realidade e em dose única, é um sopro de esperança. Para o farmacêutico, o enfermeiro, o médico e o agente de saúde que vivem o cansaço das epidemias de dengue ano após ano, essa notícia é um reconhecimento de que a sua saúde importa. É o SUS olhando para dentro e protegendo quem sustenta o sistema. No meio de tanta correria, é bom saber que, desta vez, a fila da proteção também é nossa.

Anitta Disputa Nome com Farmacêutica

Anitta batalha farmacêutica

A cantora Anitta, que é super famosa e tem sua marca registrada desde 2016, acionou o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) para impedir que a empresa Farmoquímica use o nome “Anitta” para produtos de beleza, tipo cosméticos.