COREN-RJ dá oportunidade para enfermeiros trabalharem…mas de graça. Entenda!

oenfermeirodanoite

Um anúncio do Coren-RJ chamou a atenção: o lançamento do Edital do Programa Trainee Coren-RJ 2026. A proposta oficial é criar uma ponte para quem acabou de sair da faculdade ou do curso técnico. São 194 vagas (82 para enfermeiros e 112 para técnicos) espalhadas por hospitais de grande porte no Rio de Janeiro, como o Hospital Universitário Pedro Ernesto (UERJ), o Instituto Fernandes Figueira (Fiocruz) e hospitais da rede privada. A ideia vendida pelo edital é oferecer capacitação prática, supervisão e desenvolvimento de competências na beira do leito para facilitar o primeiro emprego. Na teoria, soa como um alívio para quem tenta ingressar no mercado de trabalho e só esbarra na exigência de “experiência prévia”. Mas o nó dessa história está na entrelinha que importa. O programa Trainee do Coren RJ Os principais detalhes do programa trainee do Coren-RJ é desenvolver competências técnicas e comportamentais, segurança do paciente e ética em cenários reais de saúde, capacitando a teoria a partir de instituições parceiras. As principais instituições envolvidas na capacitação prática dos profissionais são: Hospitais Universitários e Institutos Federais Rede Pública Municipal e Parcerias Sociais Rede Privada (Rede Américas / Dasa) Onde a conta não fecha… O programa se chama trainee, mas não prevê nenhuma remuneração. Na prática, são quase 200 profissionais formados assumindo escalas e rotinas assistenciais em hospitais renomados sem receber um centavo por isso. A crítica não é sobre a busca por aprendizado, mas sobre a estrutura do projeto: Experiência e formação continuada são essenciais, e ninguém duvida da dedicação de quem está começando e quer aprender. Mas cuidar de pessoas exige preparo, tempo e desgaste. Cuidar de quem cuida também passa por reconhecer que o tempo de trabalho e a responsabilidade técnica de um profissional não podem ser pagos apenas com certificados. A ironia institucional do Coren-RJ Ao oferecer 194 profissionais qualificados a custo zero para grandes redes hospitalares, cria-se um desincentivo direto para a contratação formal via CLT ou concurso público. O ponto mais delicado é que a iniciativa parte do próprio Coren. Quando a autarquia criada para proteger o exercício profissional e defender a dignidade da Enfermagem chancela a mão de obra custo zero, a mensagem enviada para o mercado de trabalho é perigosa: a de que a força de trabalho da categoria pode ser obtida de graça, com o carimbo do próprio conselho. O que você acha? Uma boa oportunidade de aprendizado ou uma mão de obra barata ( gratuita )? Entre para nossa comunidade em nossas redes sociais. + Posts…

(COFEN) Instabilidade no Coren-PB: Entre a renúncia e os desafios da gestão

A enfermeira Rayra Beserra renunciou à presidência do Conselho Regional de Enfermagem da Paraíba (Coren-PB), após cinco anos à frente da autarquia. Embora tenha declarado motivos pessoais e o desejo de retornar ao convívio familiar, a saída ocorre em meio a uma crise institucional. Uma denúncia protocolada junto ao Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) por sete conselheiros regionais aponta supostas irregularidades administrativas e abuso de poder, como supostas decisões administrativas baseadas em critérios pessoais, repetição de nomes contemplados em detrimento de outros, realização de visitas ao interior sem conhecimento do conselheiro da região e controle de agendas para atender interesses particulares. A Corregedoria-Geral do Cofen já identificou “indícios suficientes” para abrir um processo administrativo disciplinar. O clima na Paraíba é descrito como de “instabilidade política”, com a nomeação de uma conselheira federal para emitir um parecer em 15 dias sobre os próximos passos da autarquia. Independente do desfecho das apurações, fica a reflexão sobre a importância da transparência e do respeito dentro das nossas próprias instituições. Se pregamos o acolhimento e a ética com os pacientes, precisamos que esses mesmos valores sustentem os lugares que nos representam. Que a enfermagem paraibana encontre o equilíbrio necessário para seguir sua luta maior — que é a valorização digna de cada profissional. Você sente que as crises nos Conselhos afastam o profissional da participação política ou, pelo contrário, mostram que precisamos estar mais atentos e presentes? Chega mais na nossa Copa. O fórum é o lugar para a gente processar esse sentimento quando as notícias institucionais são difíceis.

O elevador e o respeito que a gente merece

polêmica elevador enfermagem

☕ O elevador, o cansaço e o respeito que a gente merece Sabe aquele momento do plantão em que a perna já está pesando, as costas reclamam e a única coisa que você quer é chegar logo ao andar de cima para checar um paciente ou, quem sabe, conseguir aqueles cinco minutos de descanso? Pois é. Agora imagina chegar na porta do elevador e encontrar um aviso dizendo que você, que cuida de todo mundo, não pode entrar. Que o seu lugar é na escada ou na rampa. Um hospital em Brasília tentou fazer exatamente isso: separou quem “podia” e quem “não podia” usar o elevador. Médicos e pacientes de um lado; enfermagem e outros profissionais do outro, de frente para a rampa. A notícia dói porque ela toca numa ferida que a gente conhece bem: a ideia de que existe uma hierarquia de importância dentro do hospital. Entenda o caso A nota de uma rede hospitalar em Brasília, que viralizou nas redes sociais, tinha a intenção declarada de “otimizar o fluxo de pessoas e garantir a segurança”. No entanto, o texto falhou drasticamente ao criar uma regra de uso dos elevadores que se tornou um símbolo de discriminação e desvalorização para grande parte dos profissionais de saúde. O comunicado tentava dividir o uso dos elevadores do hospital em categorias, mas o resultado final foi a segregação entre as classes profissionais. Comunicado Importante — Uso dos Elevadores Visando otimizar o fluxo de pessoas e garantir a segurança e o conforto de todos, informamos as seguintes orientações para o uso dos elevadores no hospital: • Elevadores Sociais: Exclusivo para pacientes e médicos. • Elevador Grande 01: Exclusivo para pacientes internados. • Elevador Grande 02: Exclusivo para terceiros e serviços. Atenção, Colaboradores(as) – A partir desta data, os elevadores devem ser utilizados de forma prioritária e exclusiva para: • Pacientes e seus acompanhantes • Acompanhamento e transporte de pacientes • Carrinhos de nutrição • Time da higiene • Equipe médica Solicitamos que todos os demais colaboradores priorizem o uso das rampas para circulação entre os andares, garantindo melhor fluxo, segurança e agilidade nos processos assistenciais e operacionais. Contamos com a colaboração de todos. A regra central era: se você não é paciente, acompanhante, não está empurrando um carrinho ou não é médico, você deve priorizar o uso das rampas. O Coren-DF (Conselho Regional de Enfermagem) interveio imediatamente, denunciando a prática como abusiva e discriminatória. A medida foi revogada. O Mito da Hierarquia e a Realidade da Interdependência Quem vive o dia a dia da saúde sabe que o hospital não é uma pirâmide com alguém no topo. É uma engrenagem. Quando um hospital tenta proibir o uso do elevador para uma categoria, ele não está apenas “otimizando o fluxo”, como dizia a nota oficial. Ele está dizendo, na prática, que o cansaço de uns importa menos que o de outros. Essa cultura de “doutores” contra “colaboradores” é antiga e, para ser sincero, já passou da hora de ficar no passado. A gente sabe que: Muitas vezes, essas ideias absurdas vêm de gestões que nunca sentiram o peso de um plantão de 12 horas ou de lideranças que ainda enxergam o hospital como um lugar de privilégios, e não de serviço. A Questão do Elevador: Um Símbolo de Desrespeito O ato de proibir a Enfermagem e outras categorias de usar elevadores é um símbolo. É um gesto que tenta impor uma segregação espacial e social, tratando uma categoria vital como “subalterna” e, ainda por cima, ignorando o desgaste físico de quem já está sobrecarregado. O profissional de saúde deve ser valorizado pela sua competência e responsabilidade, e não pelo seu título ou tempo de formação. Em um ambiente hospitalar, o tempo e a energia são recursos preciosos. Obrigá-los a usar escadas é um absurdo logístico e uma agressão à dignidade profissional. A Solução: Uma Cultura de Equidade e Colaboração O caminho para o futuro da saúde está na Equidade e na Colaboração Horizontal: A denúncia do Coren-DF e a fiscalização imediata são passos cruciais para derrubar essa prática abusiva. Mas a mudança real deve vir de dentro, da nossa mentalidade. Aqui na nossa “copa”, a gente quer te ouvir: Você já sentiu que o seu trabalho foi diminuído por regras assim? Já viveu alguma situação onde a hierarquia pesou mais que o bom senso? Clique na imagem abaixo e registre-se: