11/10: Dia Mundial dos Cuidados Paliativos

Hoje, dia 11 de outubro de 2025, celebramos o Dia Mundial de Cuidados Paliativos, e o tema proposto pela Aliança Global de Cuidados Paliativos (WHPCA) de 2025 é “Achieving the Promise: Universal Access to Palliative Care”, mostrando o papel da nossa missão: levar o cuidado paliativo a todos que precisam, no momento certo. O Que São Cuidados Paliativos (CP)? Cuidados Paliativos são a abordagem que visa melhorar a qualidade de vida de pacientes (adultos e crianças) e suas famílias que enfrentam doenças que ameaçam a continuidade da vida. Logo, o foco principal é aliviar o sofrimento em todas as suas dimensões: física, psicossocial e espiritual. Logo, nosso objetivo não será exclusivamente na cura, mas sim proporcionar uma melhor qualidade de vida. Como Podemos Implementar os Cuidados Paliativos em meu Serviço? Apesar de sua importância, o Cuidados Paliativos ainda é visto por muitos profissionais como um tabu. Isso acontece por alguns motivos: Por onde iniciar o estudo em cuidados paliativos? A melhor maneira de combater o tabu é com conhecimento! Se você quer incorporar o CP na sua prática, comece por estas fontes: O que fazer para proporcionar um melhor cuidado? Qual foi a sua experiência mais marcante ao lidar com Cuidados Paliativos? Participe do nosso debate como esse tipo de cuidado transformou a vida de um paciente ou a sua própria prática profissional.

Talheres Assistivos Podem Mudar Nossas Condutas

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No nosso dia a dia na saúde, nós, profissionais de saúde, estamos sempre em busca de soluções que tragam mais autonomia e qualidade de vida aos nossos pacientes. E a notícia de hoje é um presente para todos nós que lidamos com limitações motoras: a Tramontina, sim, a Tramontina que a gente conhece, lançou a linha ForAll de talheres assistivos! Essa é a primeira coleção desenvolvida e fabricada no Brasil, e não é só mais um produto. É o resultado de uma parceria inteligente com a ZON Design e a UFCSPA, com muita pesquisa e validação em laboratório. Mas e o que isso muda para a nossa prática diária? TUDO! A Lacuna que a Tramontina Preencheu: Quem trabalha com pacientes com Parkinson, AVC, tremores essenciais, artrose ou outras condições que afetam a coordenação e a força das mãos sabe o desafio que é a hora da refeição. E essa simples ação de comer pode se tornar frustrante, levar à desnutrição e impactar profundamente a dignidade e a autonomia. A equipe multiprofissional da UFCSPA achou uma solução: pesquisou as dificuldades e analisou as possibilidades existentes. O diagnóstico? Atualmente uma grande lacuna entre o que os pacientes precisavam e o que o mercado oferecia. A linha ForAll surge justamente para preencher essa lacuna, unindo tecnologia assistiva, funcionalidade e design. Avaliação da Necessidade e Funcionalidade O primeiro passo é reconhecer o problema do paciente. O profissional de saúde deve ir além do diagnóstico principal e avaliar ativamente a capacidade do paciente de realizar as Atividades Instrumentais de Vida Diária (AIVD’s). A dificuldade em se alimentar e preparar a própria comida é um indicador crítico de dependência. Ferramentas de Rastreio: Use as ferramentas que você já conhece! Por exemplo, a Escala de Barthel ou a Escala de Katz (para Atividades de Vida Diária – AVDs) ajudam a rastrear a capacidade de alimentação. Se a dificuldade é mais sutil, pode-se usar uma avaliação funcional específica de preensão ou coordenação. O importante é documentar a limitação e buscar a solução. A partir disso você pode analisar melhor a possiblidade de prescrição desses talheres, além de orientar melhor o seu paciente. É importante pensarmos que o talher assistivo ForAll deve ser visto como uma ferramenta terapêutica e não apenas um acessório, sendo incorporada como parte da reabilitação do paciente. Isso impacta na melhor aceitação da dieta, na maior autonomia, com um aumento da qualidade de vida para esses pacientes. Parceria entre indústria e academia A linha ForAll é um exemplo brilhante de como a indústria e a academia podem se unir para gerar soluções reais para a saúde. De fato nesse não é apenas um talher, é dignidade na ponta dos dedos. Logo, devemos buscar ativamente as soluções que devolvem a autonomia aos nossos pacientes.

Entenda as Fases da Pesquisa Clínica para Novos Medicamentos

Acredito que você tenha visto em vários sites e jornais a notícia do estudo inovador que está usando uma proteína criada em parceria de um laboratório brasileiro e a UFRJ (por meio da pesquisadora Tatiana Coelho de Sampaio) para ajudar pessoas a recuperar os movimentos depois de uma lesão medular. Mas você entende em que as fases de pesquisa clínica para novos medicamentos? Essa é uma pergunta fundamental. O caminho de um novo medicamento, desde a descoberta no laboratório até a aprovação para uso na população, é longo e rigoroso, algo normal nesse mundo. E entender essas etapas ajuda a gente a valorizar a ciência e a ter paciência com o processo. O Caminho do Medicamento até a Venda: Entenda as Fases da Pesquisa O desenvolvimento de qualquer medicamento passa por fases bem definidas para garantir que ele seja seguro e eficaz. E a Pesquisa da UFRJ? Apesar dos resultados promissores relatados pelos pesquisadores, o fato de o estudo ainda estar na fase pré-clínica do ponto de vista regulatório mostra a seriedade do processo. Mesmo sendo utilizado pacientes no estudo, o número foi baixo, sendo considerado ainda um estudo acadêmico. Então o próximo passo é a fase 01 de teste. Isso não desmerece o avanço, pelo contrário, reforça que os pesquisadores e a agência reguladora estão sendo extremamente cautelosos, seguindo todos os protocolos para garantir que, se e quando a substância for aprovada, ela seja o mais segura possível. Essa jornada é longa e cheia de desafios, mas a ciência precisa ser assim. É o que garante que as inovações que chegam até nós não são apenas promessas, mas tratamentos que realmente podem transformar vidas. Estaremos na torcida!

Pós-graduando agora pode acumular bolsa com renda extra

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Uma ótima notícia para quem está na pós-graduação ou pensa em entra na área da pesquisa! Começou a valer uma nova regra do CNPq que muda muita coisa para estudantes e pesquisadores. Agora, pós-graduando pode acumular a bolsa que ganha com alguma renda extra. A Portaria CNPq Nº 2.346/2025 permite o acúmulo da bolsa de pesquisa com outras fontes de renda, como trabalho ou outros rendimentos. Agora vai! A medida, que foi publicada em 12 de agosto, traz mais flexibilidade e um alívio financeiro para quem se dedica à ciência no Brasil, já que as bolsas não são tão atraentes. O Que Mudou e Para Quem? O Que Continua Proibido? Atenção para as regras que permanecem: No geral: não pode acumular uma bolsa com outra bolsa. Por Que Essa Mudança é Tão Importante? Essa nova regra é um passo fundamental para valorizar a ciência no país. Muitos pós-graduandos e pesquisadores precisavam de uma renda extra para se manter, mas eram proibidos de ter um emprego formal, o que dificultava muito a vida financeira. Agora, o CNPq reconhece essa realidade e dá mais liberdade para que os talentos brasileiros consigam focar em suas pesquisas sem passar por dificuldades financeiras. É uma medida que traz mais dignidade para a ciência e mais incentivo para quem sonha em contribuir com a pesquisa e o desenvolvimento tecnológico do Brasil. E aí, o que você achou? Participe do nosso debate em: https://cafenacopa.com.br/community/conversa-na-copa-saude/

Por que os médicos utilizavam a “máscara bico de pássaro” na Peste Negra?

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Essa semana vi uma notícia de um homem que foi diagnosticado com a peste negra nos EUA. Um questionamento veio enquanto lia a notícia, quem nunca viu aquelas imagens sinistras de médicos com máscaras que longas e pontudas, parecendo um bico de pássaro, durante a Peste Negra? Por que os médicos utilizavam aquela “máscara de pássaro”? Pesquisando, percebi que, por trás dessa aparência assustadora, existia uma tentativa de proteção contra a terrível doença, que no fim não funcionava. A Teoria dos Miastos: O Ar “Corrompido” como Causa Na Europa do século XIV, a ciência como conhecemos hoje ainda engatinhava. A causa da Peste Negra, causada pela bactéria Yersinia pestis transmitida por pulgas de ratos, era um mistério. A teoria dominante era a dos miastos – a crença de que doenças eram causadas por vapores pútridos ou ar “corrompido” que emanava da decomposição da matéria orgânica, de pântanos ou mesmo de pessoas doentes, ou seja, eles achavam que o que causador da doença estava no mau cheiro exalado pelos doentes. Com essa teoria em mente, os médicos da época tentavam se proteger desse “ar maligno”. E é aí que entra a famosa máscara de bico de pássaro! O Design da Máscara: Uma Barreira Contra o “Mau Ar” A máscara não era apenas um acessório bizarro. Ela tinha um propósito (segundo a ciência da época): Todo esse conjunto de vestimentas visava criar uma espécie de barreira física e olfativa contra a causa imaginada da peste. A Realidade: Uma Proteção Ineficaz Hoje sabemos que a Peste Negra não era transmitida pelo “mau ar”. A bactéria Yersinia pestis era transmitida principalmente pelas picadas de pulgas infectadas e, em alguns casos, pelo contato direto com fluidos corporais de pessoas ou animais doentes, ou ainda por gotículas respiratórias. As máscaras de bico de pássaro, apesar da boa intenção, não ofereciam uma proteção eficaz contra a real causa da doença. No entanto, podemos imaginar o quão desesperadora era a situação e como as pessoas buscavam qualquer forma de se proteger contra uma doença tão devastadora. A imagem do médico da peste com sua máscara sinistra acabou se tornando um símbolo da própria Peste Negra e da escuridão da época. É um lembrete de como a falta de conhecimento científico pode levar a tentativas de proteção equivocadas. Vimos isso durante a pandemia da Covid, em tempos atuais, com as várias máscaras de diversas formas sendo utilizadas. Por outro lado, olhar essas atitudes assim mostra o lado humano em buscar soluções mesmo diante do desconhecido. Veja mais

Congresso Garante Indenização a Vítimas da Microcefalia por Zika

Uma excelente notícia para as famílias brasileiras que enfrentam os desafios da microcefalia associada ao vírus Zika. Isso porque o Congresso Nacional derrubou o veto presidencial ao Projeto de Lei 6064/23 e assim garantindo importantes direitos a essas pessoas. O Que Muda Com Essa Decisão? A derrubada do veto presidencial representa um avanço significativo, trazendo benefícios cruciais para as vítimas e seus familiares: Essas extensões são cruciais para que os pais tenham mais tempo e tranquilidade para oferecer os cuidados iniciais e o suporte necessário aos seus filhos. Origem da Proposta: A proposta teve origem em um texto da ex-deputada e atual senadora Mara Gabrilli (PSD-SP). A versão final aprovada pelo Congresso passou por modificações e aprimoramentos sugeridos por parlamentares em ambas as Casas, demonstrando um consenso sobre a necessidade de apoio a essa causa. Com essa decisão do Congresso Nacional é um passo fundamental para oferecer mais dignidade, apoio financeiro e tempo de cuidado às famílias impactadas pela microcefalia associada ao Zika, reconhecendo os desafios únicos que elas enfrentam. O que você achou dessa importante vitória para as famílias brasileiras? Deixe sua opinião nos comentários!